A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou, em duas votações, o projeto que institui a implantação de Escolas Cívico-militares na Rede Pública Municipal. As discussões ocorreram entre os dias 16 e 17, resultando em um substitutivo geral que recebeu ampla aceitação durante as deliberações. Na primeira votação, o substitutivo obteve 23 votos favoráveis e 8 contrários, enquanto na segunda, finalizada na manhã de quarta-feira, foram 15 votos a favor e 5 contra.
O vereador Guilherme Kilter, um dos proponentes da iniciativa, ressaltou a importância deste modelo educacional para os alunos do 6º ao 9º ano. Ele destacou que a proposta visa criar um ambiente escolar mais seguro e propício ao aprendizado, afirmando que 90% dos pais e professores apoiam essa abordagem. Kilter também mencionou a existência de uma fila de espera de 20 mil alunos no Paraná, além de dados que mostram uma redução de 82% na violência física e patrimonial nas salas de aula e uma diminuição de 10% na taxa de reprovação.
Com a aprovação na CMC, o projeto agora segue para a análise do prefeito Eduardo Pimentel. Um ponto importante abordado no substitutivo aprovado é a previsão de uma consulta pública obrigatória à comunidade escolar antes que as unidades possam aderir ao modelo cívico-militar.
O projeto foi protocolado em 30 de maio de 2026 e delimitou seu público-alvo para estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental. O texto aprovado mantém a articulação entre educação e Segurança Pública, permitindo a colaboração de profissionais de segurança para ações de disciplina e atividades cívicas, através de convênios ou instrumentos de cooperação.
Na véspera da votação, em 15 de junho de 2026, um terceiro substitutivo foi protocolado, mas acabou sendo retirado, permitindo que o substitutivo que fala sobre ações de fortalecimento dos valores cívicos e da convivência ética e cidadã fosse o aprovado. Esse texto não retoma a criação do programa de Escolas Cívico-militares, mas foca nas ações que promovem a cidadania e o respeito entre os alunos.
Assim, a aprovação do projeto na Câmara Municipal de Curitiba marca um passo significativo na busca por melhorias na educação e segurança nas escolas da cidade, com a expectativa de um impacto positivo na formação dos estudantes.