Na última sexta-feira (5), Ucrânia e Rússia efetivaram uma nova troca de prisioneiros de guerra, resultando na repatriação de 185 militares por cada lado. Além disso, a Ucrânia recebeu a devolução de um civil durante a operação, que representa a segunda fase de um acordo para a troca de 1.000 prisioneiros de cada país.
Este intercâmbio faz parte de um cessar-fogo de três dias, que foi intermediado pelos Estados Unidos em maio. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, divulgou informações sobre a troca em uma publicação na plataforma X. Em suas declarações, Zelensky enfatizou que entre os libertados estavam aqueles que estavam em cativeiro na Rússia desde 2022, destacando a importância do retorno seguro de seus compatriotas.
"Agradeço a todos que tornam isso possível: a equipe que trabalha nas trocas e nossos parceiros. O retorno do nosso povo é uma prioridade constante para a Ucrânia", disse Zelensky, reforçando o compromisso do governo ucraniano em garantir a libertação de todos os cidadãos que ainda estão sob custódia russa.
O presidente ucraniano reiterou que o trabalho em prol da libertação de seus compatriotas continua. "Todos os dias, trabalhamos para libertar cada ucraniano e ucraniana do cativeiro", afirmou.
Por sua vez, o Ministério da Defesa da Rússia comunicou que os soldados russos libertados foram levados para Belarus, onde receberão cuidados médicos e apoio psicológico. Após esse atendimento inicial, os militares serão transferidos para o território russo para tratamento e reabilitação.
A troca realizada recentemente foi mediada pelos Emirados Árabes Unidos, que já participaram de outras negociações entre os dois países no que diz respeito a prisioneiros de guerra, evidenciando o papel ativo do país árabe nas conversações entre a Ucrânia e a Rússia.