Nesta manhã de 29 de maio de 2026, a China se pronunciou a respeito da decisão do governo dos EUA de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como ‘organizações terroristas globais’. A declaração foi feita após o anúncio realizado pelo governo Trump na noite anterior, em resposta a um pedido do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, reiterou a postura do governo chinês, que defende a “não interferência” nos assuntos de outros países. Durante uma coletiva de imprensa, ela afirmou: “Tomamos conhecimento dos relatórios pertinentes. A China sempre defende a não interferência nos assuntos internos de outros países”.
A inclusão do PCC e do CV na lista de organizações terroristas do Departamento de Estado dos EUA terá efeito a partir de 5 de junho. Em um comunicado, o governo americano enfatizou que essa medida é uma demonstração do compromisso contínuo da administração Trump em desmantelar cartéis e organizações criminosas que atuam na região, além de garantir a segurança do povo americano.
Na nota divulgada, o Departamento de Estado caracterizou o CV e o PCC como duas das mais violentas organizações criminosas do Brasil. Juntas, essas facções são responsáveis por uma vasta rede de membros e têm promovido ataques brutais contra policiais, funcionários públicos e civis. A nota também destaca que a influência dessas organizações e suas redes ilícitas vão além das fronteiras brasileiras, afetando toda a região e o país como um todo.