Os balanços financeiros dos clubes brasileiros para a temporada de 2025 revelaram um cenário alarmante de endividamento. O total das dívidas dos 20 principais clubes do país alcançou R$ 16 bilhões no final do ano passado, um aumento de 16% em relação aos R$ 13,8 bilhões registrados em 2024. Este levantamento foi realizado pela empresa especializada Sports Value.
Além do montante total, o estudo revelou que as despesas financeiras relacionadas a empréstimos e a atualização de débitos tributários impactaram em mais de R$ 2,9 bilhões a saúde financeira das equipes. As dívidas fiscais, que somam R$ 3,5 bilhões, representam 22% do total devido pelos clubes brasileiros.
A análise da Sports Value destaca que os clubes estão pagando valores exorbitantes a instituições financeiras, recursos que poderiam ser investidos em contratações e salários. A situação é considerada crítica, com a recomendação de que as equipes reduzam a alavancagem de suas operações para utilizar os recursos de forma mais eficiente.
Dentre os clubes analisados, o Esportes Mirassol se destacou por ser o único a não apresentar dívidas em seu balanço financeiro. Mesmo com um investimento controlado na folha salarial, a equipe do interior paulista conquistou uma vaga inédita para a Libertadores de 2026.
Outro ponto a ser destacado é a trajetória do Bahia, cuja Sociedade Anônima do Futebol (SAF) foi adquirida pelo Grupo City. O clube baiano obteve a maior redução de dívida entre todos os times avaliados, passando de R$ 821 milhões em 2024 para R$ 167,8 milhões em 2025.
No ranking dos clubes mais endividados, a situação do Cruzeiro é notável, com uma dívida total de R$ 1,15 bilhão, representando um aumento de 17% em relação ao ano anterior. O Botafogo, por sua vez, registrou o maior aumento percentual, com um passivo que saltou de R$ 866,7 milhões para R$ 1,57 bilhão, um crescimento de 81%.