A Prefeitura de Nova Iguaçu, localizada na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, entrou com três ações de execução fiscal contra o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que foi prefeito da cidade. As cobranças, que somam R$ 4,97 milhões, foram inscritas na dívida ativa municipal e têm como base condenações do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), relacionadas a irregularidades ocorridas durante a gestão de Farias entre 2005 e 2010.
Os débitos foram atualizados, incluindo multas, correção monetária e juros. As ações judiciais exigem que o pagamento seja realizado em um prazo de cinco dias. Caso haja inadimplência, a Justiça poderá determinar a penhora de bens ou o bloqueio de ativos financeiros do ex-prefeito.
Lindbergh Farias, que deixou o cargo de prefeito antes de concluir seu segundo mandato para concorrer a uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2010, já se habituou a recorrer ao Judiciário em sua trajetória política. Recentemente, ele pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a decretação da prisão preventiva do ex-parlamentar Eduardo Bolsonaro, alegando que Bolsonaro estaria incitando autoridades dos Estados Unidos a interferirem nas eleições brasileiras.
Além disso, o STF rejeitou uma denúncia apresentada por Farias contra o senador Sergio Moro (PL-PR). Essa denúncia estava relacionada ao inquérito das milícias digitais e seguiu a recomendação do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Em fevereiro, o deputado também levou ao Tribunal Superior Eleitoral uma representação contra o ex-ministro Gilson Machado Neto (Podemos-PE) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na denúncia, ele alegou que ambos realizaram propaganda eleitoral fora do prazo permitido, o que reforça sua postura ativa em relação a adversários políticos.
As ações da Prefeitura de Nova Iguaçu revelam um novo capítulo na relação entre Farias e a administração municipal, que busca recuperar valores significativos de sua gestão. A situação também destaca a continuidade das disputas políticas e judiciais no cenário atual do Estado do Rio de Janeiro.