Transportadora escondia fuzis e drogas no meio da carne

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Uma transportadora de carnes era utilizada como fachada para transportar um arsenal de armas e drogas do Paraná para o Brasil. A descoberta foi feita pela Denarc (Divisão Estadual de Narcóticos), que prendeu em flagrante pai e filho na quinta-feira, dia 18 de junho, durante uma operação em Campo Largo, cidade da Região Metropolitana de Curitiba.

Os dois foram surpreendidos enquanto faziam a transferência da carga de um caminhão frigorífico para uma Fiorino. No compartimento do veículo, que transportava uma carga regular de carnes, os policiais encontraram fuzis, pistolas e entorpecentes escondidos entre a mercadoria.

Segundo o delegado Victor Loureiro, a investigação começou após uma denúncia indicando que um caminhão azul estaria transportando armas e drogas para serem distribuídas na região de Curitiba.

As equipes localizaram o veículo e passaram a monitorar seus deslocamentos. A abordagem ocorreu no momento em que os suspeitos iniciavam a baldeação da carga para outro automóvel, o que levantou a suspeita dos investigadores.

Durante a vistoria, foram apreendidos fuzis calibre 7.62, armamento de uso restrito empregado por forças militares em diversos países, além de pistolas e drogas. O material apreendido foi avaliado em cerca de R$ 22 milhões.

De acordo com a Denarc, o caminhão seguia oficialmente para o Rio Grande do Sul transportando carnes, carga considerada lícita. A suspeita é de que parte dos entorpecentes fosse distribuída ao longo do trajeto, enquanto as armas e outra parcela da droga seriam entregues na capital paranaense por meio da Fiorino.

As investigações apontam que pai e filho administravam uma empresa de transporte regular, utilizando a atividade para tentar ocultar o esquema criminoso e reduzir a possibilidade de serem abordados durante fiscalizações nas rodovias.

“A princípio, eles realmente possuíam uma empresa de transporte e realizavam o transporte de carnes. Isso demonstra uma estratégia para não despertar suspeitas durante abordagens de rotina”, afirmou o delegado Victor Loureiro.

Inicialmente, os dois negaram qualquer vínculo entre si. No decorrer da ocorrência, porém, o pai admitiu o parentesco e revelou que ambos utilizavam documentos falsos para evitar o cumprimento de mandados judiciais, já que eram considerados foragidos da Justiça do estado de São Paulo.

O material apreendido foi encaminhado para perícia, enquanto os suspeitos permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil investiga agora a origem das armas, o destino da carga e possíveis integrantes da organização criminosa responsável pela distribuição do arsenal.

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Fonte:Paraná Jornal