Atrasos nas Obras de Infraestrutura em Foz do Iguaçu: uma Realidade Persistente

A entrega de obras em Foz do Iguaçu enfrenta constantes atrasos, refletindo problemas na execução de projetos que afetam a população local. Desde a revitalização do Parque Remador até a duplicação da Rodovia das Cataratas, os prazos não têm sido cumpridos, trazendo transtornos e insegurança.
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Os atrasos na entrega de obras em Foz do Iguaçu tornaram-se uma constante nos investimentos públicos em infraestrutura, abrangendo desde projetos simples até grandes empreendimentos. Essa situação é frequentemente agravada pela incompletude dos projetos e pela inadequação na execução, resultando em prazos extrapolados.

A revitalização do Parque Remador, localizado no Porto Meira, começou em dezembro de 2024 com previsão de conclusão em seis meses. Entretanto, até maio de 2026, a obra ainda não foi finalizada, restando apenas a pavimentação do estacionamento de acesso ao espaço. A gestão municipal justificou o atraso pela necessidade de intervenções na galeria pluvial.

As obras na Avenida Juscelino Kubitschek, com previsão de término para maio de 2025, também enfrentam atrasos. A administração prorrogou recentemente o contrato com a construtora por mais três meses, alegando que o rompimento de uma rede subterrânea de energia elétrica foi um fator externo que contribuiu para a demora.

Obras de maior porte, como a Ponte da Integração Brasil–Paraguai, estão mais próximas de cumprir os prazos estabelecidos. Os serviços iniciaram em 2019 e deveriam durar três anos, com recursos provenientes da Itaipu Binacional e execução pelo Governo do Estado. O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) declarou 96,6% de conclusão em 2022, e a estrutura foi considerada finalizada em agosto de 2023. No entanto, a ponte ainda permanece subutilizada.

A Perimetral Leste, que é crucial para o comércio internacional e para aliviar o fluxo turístico, foi entregue em dezembro de 2022, mas apresenta incompletudes. A sinalização inadequada levou órgãos de segurança viária a interditar alguns retornos, e os caminhões de carga só começaram a utilizá-la parcialmente, ainda em fase de testes.

A duplicação da Rodovia das Cataratas, que serve como rota para o Parque Nacional do Iguaçu, aeroporto e outros atrativos turísticos, é outro exemplo de atraso. Em abril de 2023, o governo estadual anunciou que 80% da obra estava concluída, mas logo após, o trânsito foi novamente interrompido devido a explosões de rochas necessárias para a continuidade das obras, causando transtornos a moradores e turistas.