Na noite da última terça-feira, 21, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um pedido junto ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando autorização para a realização de uma cirurgia no ombro direito. A proposta é que o procedimento ocorra ainda nesta semana, preferencialmente na próxima sexta-feira, 24, ou no sábado, 25.
O pedido de cirurgia foi fundamentado em dores persistentes e limitações de movimento que Bolsonaro enfrenta, mesmo com o uso contínuo de analgésicos. Os advogados do ex-presidente destacam que a situação clínica do paciente se agravou e que um tratamento conservador não foi eficaz. Exames realizados revelaram lesões de alto grau no manguito rotador, além de outros comprometimentos que indicam a necessidade de intervenção cirúrgica.
De acordo com a defesa, foi indicado um procedimento cirúrgico artroscópico para reparar o manguito rotador do ombro direito, técnica considerada minimamente invasiva. Os advogados ressaltam que essa intervenção não é uma questão de conveniência pessoal, mas sim uma necessidade terapêutica fundamentada em avaliações técnicas especializadas.
No pedido, é afirmado que a manutenção do estado atual do ex-presidente representa uma restrição ao direito à saúde e ao acesso ao tratamento necessário. A defesa busca garantir um tratamento médico essencial, visando preservar a integridade física, a funcionalidade do membro afetado, a qualidade de vida e a dignidade de Bolsonaro.
No início deste mês, a equipe de advogados já havia enviado relatórios médicos ao STF que evidenciam a urgência de um novo procedimento. O fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas, que acompanha a saúde de Bolsonaro, relatou que o ex-presidente apresentava dores no ombro antes mesmo de receber alta hospitalar em 27 de março.
Um dia antes da alta, Bolsonaro passou por uma avaliação ortopédica, onde foram realizados exames complementares que resultaram na indicação de cirurgia. Desde então, em prisão domiciliar, o ex-presidente tem enfrentado dor intensa, limitação de movimentos — com elevação do braço restrita a 90 graus —, perda de força e assimetria postural, caracterizada pela inferiorização do ombro direito em comparação ao esquerdo.