Prisão de vigilante provoca reações e intensifica discussão sobre PL da Dosimetria

A detenção de Marco Alexandre Machado, de 56 anos, em Uberlândia, reacendeu o debate sobre o PL da Dosimetria no Congresso. O caso gerou repercussão nas redes sociais após a divulgação de um vídeo do vigilante clamando por justiça.
image-2026-04-20-094746-300x200-1

Na última sexta-feira, 17, a Polícia Militar (PM) prendeu o vigilante Marco Alexandre Machado de Araújo, de 56 anos, em Uberlândia, Minas Gerais. Ele foi condenado a cumprir 14 anos de pena em regime fechado devido aos eventos ocorridos no dia 8 de janeiro. Essa detenção ocorreu após o trânsito em julgado de sua condenação.

A prisão de Marco Alexandre ganhou destaque nas redes sociais, especialmente após a divulgação de um vídeo em que ele registra o momento da detenção. Na gravação, o vigilante aparece emocionado, manifestando sua inocência e expressando descontentamento com o sistema judiciário brasileiro. "Eu perdi tudo, vocês me tiraram tudo", lamenta ele, relembrando o sofrimento que enfrentou durante dois anos de prisão.

Antes de ser novamente preso, Marco Alexandre já havia cumprido dois anos em um presídio conhecido como Papuda e um ano em prisão domiciliar. Ele se apresentou espontaneamente à polícia no início do processo, buscando provar sua inocência, mas acabou sendo condenado.

Advogadas como Tanieli Telles, que é ativista pela libertação dos presos relacionados ao 8 de janeiro, e Carolina Siebra, representante da Associação dos Familiares e Vítimas do 08 de janeiro, criticaram a recente prisão nas redes sociais, reforçando o apelo por justiça.

O episódio também trouxe à tona a discussão sobre o veto ao PL da Dosimetria, que está previsto para ser votado no Congresso no dia 30 de abril. Caso o veto seja derrubado, aproximadamente 600 pessoas condenadas pelos eventos de 8 de janeiro poderão solicitar a reavaliação de suas penas e a progressão de regime.

Entre os defensores do projeto estão os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG), Aécio Neves (PSDB-MG) e Domingos Sávio (PL-MG). Nikolas Ferreira fez um apelo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que a votação ocorra com rapidez, enquanto Aécio Neves argumentou que a dosimetria é uma alternativa constitucional necessária.