Neste domingo (19), o Estreito de Ormuz permanece fechado, em resposta ao bloqueio que os Estados Unidos impuseram aos portos do Irã. A decisão ocorre a apenas três dias do término da trégua entre os dois países, que estão em conflito. O fechamento do estreito, vital para o tráfego global de hidrocarbonetos, ocorre após um mês de hostilidades que resultou em milhares de mortos e impacto significativo na economia mundial.
Na última sexta-feira (17), o Irã havia sinalizado a reabertura do corredor marítimo, o que levou a um aumento nos mercados financeiros e uma queda acentuada nos preços do petróleo. No entanto, em uma reviravolta, o país anunciou no dia seguinte que retomaria o controle rigoroso sobre o Estreito de Ormuz, pelo qual transitavam, antes do conflito, 20% do fluxo global de petróleo.
Logo após o anúncio do controle reforçado, três navios comerciais que tentavam cruzar o estreito foram alvo de disparos. A Guarda Revolucionária do Irã advertiu que qualquer tentativa de aproximação ao estreito seria considerada uma colaboração com o inimigo, resultando em ações contra os invasores.
De acordo com o site Marine Traffic, o tráfego no estreito foi praticamente inexistente neste domingo. Informações da plataforma de rastreamento indicam que, na manhã de hoje, dois metaneiros que se aproximaram da ilha iraniana de Larak acabaram voltando.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu à situação, caracterizando a ação iraniana como uma tentativa de coerção. O endurecimento das posições acontece em meio a esforços diplomáticos que visam encerrar o conflito no Oriente Médio. O cessar-fogo de duas semanas, que começou em 8 de abril, está programado para expirar na próxima quarta-feira (22).
Uma primeira rodada de negociações entre os EUA e o Irã, realizada em 12 de abril no Paquistão, não resultou em um acordo. Trump afirmou na sexta-feira que um pacto de paz estaria “muito próximo” e mencionou que o Irã teria concordado em transferir seu urânio enriquecido, uma questão crucial nas negociações. Contudo, o governo iraniano negou ter aceitado tal transferência.