Mais de 3.300 pessoas se inscreveram para acompanhar presencialmente no Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento do grupo investigado por planejar um suposto golpe de Estado. Diante do grande interesse, a Corte limitou o acesso e organizou a entrada em turnos, visando acomodar o público no espaço disponível.
O credenciamento, que ocorreu nos dias 27 e 28 de agosto, permitiu a inscrição de advogados, juristas e cidadãos, mesmo sem ligação direta com o processo. A alta procura demonstra a expectativa em torno do julgamento que envolve figuras importantes da política nacional.
Devido à capacidade limitada da sala de sessões da Segunda Turma, com apenas 150 lugares, o STF dividiu o acesso entre os dias e horários das oito sessões programadas para setembro. A prioridade será dada aos 1.200 primeiros inscritos, que receberão confirmação por e-mail, enquanto os demais poderão acompanhar o julgamento pelos canais de comunicação do STF.
Além do público civil, 501 profissionais de imprensa foram credenciados, incluindo correspondentes estrangeiros. O STF reservou 80 assentos para jornalistas, com acesso por ordem de chegada. A expectativa é de longas sessões, algumas com duração de até dez horas, nas datas de 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.
O chamado “Núcleo 1” da Ação Penal 2668 é composto por oito figuras próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os acusados estão os generais Augusto Heleno, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, além do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), o almirante Almir Garnier, o tenente-coronel Mauro Cid e o próprio Bolsonaro.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o grupo de liderar uma suposta tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito. A denúncia também atribui aos réus participação em organização criminosa armada e prática de dano qualificado contra patrimônio tombado, configurando um cenário de graves acusações.
Fonte: http://revistaoeste.com