Um Boeing 757 modificado, sem qualquer identificação visível, surpreendeu ao pousar em Porto Alegre na tarde da última terça-feira, 19. O incidente chamou a atenção no Aeroporto Salgado Filho, gerando especulações sobre a natureza da missão da aeronave. A aeronave pertence ao governo dos Estados Unidos e está ligada a operações especiais da Força Aérea norte-americana.
Após sua breve estadia em Porto Alegre, a aeronave decolou rumo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde pousou às 21h48. O destino final do jato permanece desconhecido, alimentando ainda mais o mistério em torno de sua presença no Brasil. A movimentação incomum da aeronave levanta questões sobre o seu propósito e os possíveis interesses dos EUA na região.
Conhecido nos círculos militares como C-32B, o jato de matrícula 00-9001 difere do C-32A, utilizado para o transporte de altas autoridades da Casa Branca. Este modelo específico é operado pelo 150º Esquadrão de Operações Especiais, sediado em Nova Jersey, e tem como principal função o deslocamento rápido de equipes de resposta formadas por diplomatas, militares de elite e agentes de inteligência.
A jornada da aeronave teve início na segunda-feira, 18, em Nova Jersey, com escalas em Tampa (Flórida) e San Juan (Porto Rico) antes de seguir para o Brasil. O pouso em Porto Alegre ocorreu pontualmente às 17h13 da terça-feira, marcando a chegada inesperada do avião “secreto” em solo brasileiro. A sequência de voos e escalas estratégicas sugere um planejamento cuidadoso e uma missão bem definida.
Questionado pela Revista Oeste, o Palácio do Planalto optou por não se pronunciar sobre o assunto. Paralelamente, um oficial de alta patente da Aeronáutica declarou não possuir informações sobre a aeronave que pousou em Porto Alegre, aumentando ainda mais as dúvidas e incertezas. A falta de informações oficiais contribui para a aura de mistério que envolve a presença do C-32B no país.
Apelidado de *Gatekeeper* (Porteiro), o C-32B já participou de missões de alta confidencialidade, incluindo operações após a explosão no Porto de Beirute em 2020 e em grandes eventos internacionais como os Jogos Olímpicos. A aeronave é equipada com sistemas avançados de comunicação, sensores de última geração e capacidade de reabastecimento em voo.
Esses recursos permitem que o C-32B opere de forma autônoma em qualquer parte do mundo, proporcionando mobilidade crucial para missões sensíveis da diplomacia e da inteligência norte-americana. A capacidade de operar de forma independente e a tecnologia de ponta embarcada tornam o *Gatekeeper* um ativo valioso em operações especiais e situações de crise.
Fonte: http://revistaoeste.com