Um relatório anual do Departamento de Estado dos Estados Unidos deve lançar um olhar crítico sobre o cenário dos direitos humanos no Brasil, com foco nas ações do governo Lula e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada pelo jornal norte-americano *The Washington Post*, gerando repercussão no meio político.
O documento, elaborado durante a administração de Donald Trump, expressa preocupação com o que classifica como perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. As alegações incluem a supressão desproporcional da liberdade de expressão de apoiadores de Bolsonaro, que está sendo investigado por suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.
De acordo com a reportagem, o relatório destaca especificamente as ações do ministro Alexandre de Moraes, mencionando a ordem de suspensão de mais de 100 perfis na plataforma X (antigo Twitter). A medida, segundo o documento, teria afetado principalmente indivíduos alinhados com Bolsonaro e a direita política.
Em julho, durante seu mandato, Donald Trump impôs sanções a Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, que permite punições econômicas a estrangeiros considerados responsáveis por graves violações de direitos humanos. O Departamento de Estado, questionado pelo *Washington Post*, preferiu não comentar o conteúdo do relatório.
Um funcionário do governo americano, que preferiu não se identificar, declarou que “governos em todo o mundo continuam a usar a censura, a vigilância arbitrária ou ilegal e leis restritivas contra vozes desfavorecidas, muitas vezes por motivos políticos e religiosos”. O relatório, que abrange eventos ocorridos em 2024, deve ser apresentado em breve ao Congresso dos EUA.
Fonte: http://revistaoeste.com