O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, possui um histórico de ligação com o escritório de advocacia Arnold & Porter Kaye Scholer LLP, firma que atualmente defende o Brasil contra possíveis sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos. A informação, divulgada pelo jornal *O Globo*, revela que Barroso integrou o quadro de funcionários da empresa no final da década de 1980.
Em 2016, durante uma palestra em Washington, D.C., o próprio Barroso confirmou sua passagem pelo escritório, descrevendo a experiência como um marco positivo em sua vida. “Fui um *foreign associate* aqui no Arnold & Porter no distante ano de 1989, logo depois de haver concluído meu LL.M em Yale, e ter trabalhado aqui foi uma experiência que marcou a minha vida positivamente”, declarou o ministro na época.
Além disso, Barroso revelou ter mantido colaboração profissional com o escritório mesmo após seu retorno ao Brasil. “Ao longo dos anos, meu escritório trabalhou em conjunto com o Arnold & Porter em alguns casos e eu mesmo assinei *affidavits* e atuei como *expert witness* em questões de direito brasileiro em litígios aqui”, explicou, evidenciando a continuidade da relação profissional.
Curiosamente, o ministro Barroso e seus familiares foram impedidos de entrar nos Estados Unidos, com a suspensão de seus vistos em 18 de julho. A medida, comunicada por Marco Rubio, então secretário de Estado no governo Donald Trump, afetou também outros ministros do STF e seus familiares, sob a alegação de que a Corte brasileira estaria promovendo perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Vale lembrar que, anteriormente, ministros do STF ironizaram a possibilidade de perda de vistos para os EUA, demonstrando uma mudança de cenário com a efetivação da sanção. O caso levanta questionamentos sobre a relação entre o histórico profissional de Barroso e as recentes tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.
Fonte: http://revistaoeste.com