O adeus a Luis Fernando Verissimo, um dos maiores nomes da literatura brasileira, teve início neste sábado em Porto Alegre. O corpo do escritor está sendo velado no Salão Nobre Júlio de Castilhos, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em uma cerimônia aberta ao público que se estenderá até o início da noite. A homenagem reflete o carinho e admiração que o país nutria pelo autor.
Após a despedida pública, a família realizará um ato reservado para parentes e amigos próximos. Informações sobre o horário e local do sepultamento ainda não foram divulgadas, mantendo a discrição neste momento de luto. A perda de Verissimo, aos 88 anos, em decorrência de complicações de uma pneumonia, marca o fim de uma era na crônica e no humor brasileiro.
O governador Eduardo Leite decretou luto oficial de três dias no estado, destacando a importância do legado do escritor. “O Rio Grande do Sul e o Brasil perdem um dos grandes nomes da literatura nacional, cuja obra marcou gerações de leitores com sacadas inteligentes e um humor peculiar para falar dos nossos desafios como brasileiros”, publicou Leite em suas redes sociais. A homenagem ressalta o impacto duradouro da obra de Verissimo na cultura nacional.
Diversas autoridades, incluindo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e ex-governadores como Tarso Genro e Olívio Dutra, prestaram suas últimas homenagens. O prefeito Sebastião Melo fez uma breve visita, sem se pronunciar à imprensa. As mensagens enfatizaram a genialidade do autor em retratar o cotidiano brasileiro com humor e ironia, capturando a essência da vida urbana.
Tarso Genro ressaltou a capacidade de Verissimo em “unir conhecimento literário profundo com um olhar crítico sobre o país”. Olívio Dutra, por sua vez, enfatizou como o cronista transformou a vida cotidiana em narrativas que capturaram “o universo humano em toda sua riqueza”. O legado de Verissimo permanece vivo em suas obras, que continuam a encantar e provocar reflexões.
Filho do renomado romancista Érico Verissimo, Luis Fernando construiu uma trajetória única, distanciando-se do estilo do pai para criar um universo próprio. Suas crônicas, que retratam a vida da classe média urbana com humor e perspicácia, o consagraram como um dos maiores cronistas do país. Além disso, ele também se destacou como romancista, cartunista e roteirista.
Verissimo teve uma passagem marcante pelo jornal *O Pasquim* durante o período da ditadura militar, demonstrando seu engajamento com a realidade brasileira. A partir de 1988, consolidou sua carreira como cronista em veículos de grande circulação nacional, alcançando um público ainda maior e se tornando uma voz icônica da literatura brasileira.
Fonte: http://revistaoeste.com