Uma megaoperação conjunta da Polícia Federal e da Receita Federal deflagrou uma investigação em grande escala sobre a adulteração de combustíveis em Curitiba e região metropolitana. Ao todo, 46 postos estão sendo investigados por envolvimento em crimes que incluem adulteração de combustíveis, contrabando e lavagem de dinheiro, levantando preocupações sobre a qualidade e a procedência dos produtos oferecidos aos consumidores.
As autoridades apuraram que os postos de combustíveis sob suspeita utilizavam práticas ilícitas para aumentar seus lucros, como a adulteração da gasolina e o emprego da chamada “bomba baixa”, um mecanismo fraudulento que lesa os clientes ao cobrar por um volume de combustível superior ao efetivamente fornecido. A operação, que ganhou o nome de “Tank”, mira um esquema que pode ter movimentado cifras bilionárias.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso atuava desde 2019 e é suspeito de ter movimentado pelo menos R$ 600 milhões através de uma complexa rede de empresas interligadas, que abrangem postos de combustíveis, distribuidoras, holdings, empresas de cobrança e até mesmo instituições financeiras. Estima-se que o montante total movimentado pelas empresas envolvidas possa ultrapassar a marca de R$ 23 bilhões, evidenciando a dimensão do esquema.
Entre os postos investigados, tanto em Curitiba quanto na Região Metropolitana, encontram-se estabelecimentos conhecidos pelos consumidores. A lista completa dos postos sob investigação foi divulgada e está disponível para consulta (veja abaixo). A Polícia Federal informou que o grupo utilizava métodos sofisticados para ocultar a origem ilícita do dinheiro, incluindo a inserção de valores falsificados em transações e a manipulação de registros financeiros.
A operação é considerada uma das maiores investigações já realizadas no Paraná para combater a lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. As autoridades cumpriram mandados de busca e apreensão em diversos locais, visando coletar provas e desmantelar a organização criminosa. A investigação continua em andamento, e a expectativa é que mais detalhes sobre o esquema sejam revelados nas próximas semanas.
Alguns dos postos listados como investigados passaram por mudanças de proprietários durante o período em que o esquema criminoso estava em atividade. A “Operação Tank” concentra-se nos postos que supostamente participaram do esquema desde 2019. O espaço permanece aberto para que os postos citados na matéria possam se manifestar e apresentar suas versões dos fatos.
O Auto Posto Lua Crescente, por exemplo, entrou em contato com o Massa.com.br para informar que a atual administração assumiu o posto em 2021 e refutou as acusações. Em nota, a empresa afirmou: “Recebemos com grande indignação nosso nome vinculado a alteração de combustíveis e ligado ao Pcc, somos uma empresa familiar…” (Leia a nota completa no corpo da matéria).
Fonte: http://massa.com.br