O setor público consolidado no Brasil, abrangendo a União, Estados, municípios e estatais, apresentou um déficit primário alarmante de R$ 66,6 bilhões em julho. Este é o segundo maior resultado negativo já registrado na série histórica iniciada em 2001, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC). A situação fiscal levanta preocupações sobre a saúde das finanças públicas do país.
Em comparação com julho de 2024, quando o déficit foi de R$ 21,3 bilhões, o rombo nas contas públicas aumentou expressivos 212,7%. Os dados detalhados constam do relatório “Estatísticas Fiscais”, divulgado nesta sexta-feira (29.ago.2025) pelo BC. O documento completo está disponível para consulta, oferecendo um panorama detalhado da situação.
Segundo o Banco Central, o resultado negativo reflete um cenário em que as despesas superam as receitas. O governo central, que inclui o governo federal e o próprio Banco Central, respondeu por R$ 56,4 bilhões do déficit total. Estados e municípios, em conjunto, registraram um saldo negativo de R$ 8,1 bilhões, enquanto as empresas estatais apresentaram um déficit de R$ 2,1 bilhões.
No acumulado dos últimos 12 meses até julho, o déficit do setor público consolidado atingiu R$ 27,3 bilhões, equivalente a 0,22% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse valor representa um aumento em relação ao déficit acumulado até junho, que era de R$ 17,9 bilhões, ou 0,15% do PIB. A trajetória crescente do déficit acende um sinal de alerta para a necessidade de medidas de ajuste fiscal.
Fonte: http://www.poder360.com.br