O Facebook reativou a conta de Teônia Mikaelly Pereira, influenciadora e comunicadora identificada com o Partido dos Trabalhadores (PT), após a suspensão motivada por declarações polêmicas sobre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. As falas, proferidas em um podcast, levaram a uma enxurrada de denúncias e, posteriormente, a uma queixa-crime por injúria e difamação.
A suspensão da conta no Instagram ocorreu em resposta à repercussão negativa das declarações. Usuários da plataforma manifestaram indignação com as acusações feitas por Teônia Mikaelly contra Michelle Bolsonaro, resultando em um grande volume de denúncias direcionadas ao Facebook, empresa proprietária do Instagram.
Diante do bloqueio, a defesa de Teônia Mikaelly argumentou que a suspensão da conta foi arbitrária e solicitou formalmente ao Facebook a sua reativação imediata. Os advogados da influenciadora chegaram a demandar uma multa diária de R$ 10 mil caso a empresa não atendesse à solicitação.
Surpreendentemente, seis horas após o recebimento da solicitação, a conta de Teônia Mikaelly foi reativada pelo Facebook. A rapidez na resposta levanta questionamentos sobre os critérios de moderação de conteúdo e a aplicação das políticas da plataforma em casos de grande repercussão.
As declarações que motivaram a ação judicial foram feitas durante episódios do podcast piauiense IEL Cast, em junho. Na ocasião, Teônia Mikaelly comparou Michelle Bolsonaro com a atual primeira-dama, Janja, tecendo comentários considerados ofensivos e difamatórios sobre a ex-primeira-dama. Segundo a ação movida por Michelle Bolsonaro, as declarações são “completamente falsas e ofensivas”, visando “manchar a imagem pública” da líder do PL Mulher.
A defesa de Michelle Bolsonaro, liderada pelos advogados Marcelo Luiz Ávila de Bessa e Thiago Lobo Fleury, classificou as falas de Teônia Mikaelly como “misóginas e desconectadas da realidade”. A queixa-crime tramita na 2ª Vara Criminal de Teresina, e Teônia Mikaelly poderá responder pelos crimes de injúria e difamação, com o agravante do uso das redes sociais para a disseminação das ofensas.
Fonte: http://vistapatria.com.br