Você tira férias, mas a mente não para

A mente não muda de marcha no mesmo instante em que o calendário muda
Vista de um resort em Foz do Iguaçu — Foto: H2FOZ
Vista de um resort em Foz do Iguaçu — Foto: H2FOZ

A gente conta os dias até as férias, planeja e cria expectativas, imaginando que será o momento ideal para descansar e relaxar. No entanto, quando elas finalmente chegam, muita gente percebe que a mente continua funcionando no ritmo de antes. Pensamentos sobre trabalho, estudos, pendências e responsabilidades insistem em aparecer, acompanhados de uma cobrança interna sobre não conseguir relaxar.

O corpo responde rapidamente à mudança de ambiente, mas a mente costuma levar mais tempo para sair do modo de alerta. Isso ajuda a explicar por que, nos primeiros dias de férias, muitas pessoas ainda se sentem cansadas ou inquietas, pois o cérebro precisa de tempo para desacelerar.

A dificuldade de desligar não é apenas individual, mas também cultural, refletindo como a rotina de trabalho e a tecnologia moldaram nossa relação com o tempo livre. Descansar é um processo, não um botão, e a mente precisa de um período de transição para sair do ritmo acelerado da rotina.

Atividades que quebram a rotina, como caminhadas, passeios ao ar livre e contato com a natureza, ajudam o cérebro a sair do ciclo automático de pensamentos ligados às obrigações, reduzindo estresse, ansiedade e sintomas depressivos