Enquanto cidades de todo o Brasil disputam grandes shows, festivais e eventos capazes de movimentar a economia, Maringá corre o risco de seguir na contramão.
O vereador Sidnei Telles apresentou um projeto de lei que propõe restringir o uso da Vila Olímpica a atividades esportivas. A justificativa é preservar a vocação esportiva do espaço e garantir prioridade para atletas, equipes e projetos ligados ao esporte.
Mas a pergunta é simples: Maringá precisa proibir ou aprender a organizar?
A proposta demonstra uma visão atrasada sobre turismo, cultura e desenvolvimento econômico. Grandes eventos não são apenas diversão. Eles movimentam hotéis, restaurantes, bares, comércio, transporte por aplicativo e diversos outros setores da cidade.
Maringá é uma cidade cultural e tem potencial para receber grandes eventos. O Estádio Willie Davids e a estrutura da Vila Olímpica podem continuar atendendo o esporte e, ao mesmo tempo, receber eventos culturais, religiosos e grandes shows.
A própria cidade já mostrou sua capacidade de reunir milhares de pessoas em eventos realizados no local. Eventos cristãos, por exemplo, já levaram grandes públicos para a região da Vila Olímpica.
Por que Maringá não pode receber um grande show nacional? E por que não sonhar com uma atração internacional?
Enquanto outras cidades trabalham para atrair eventos e turistas, por aqui aparece um projeto para limitar o uso de um dos principais espaços públicos do município.
Proibir é fácil. Planejar exige visão.
Se existe preocupação com o gramado, com os atletas ou com a estrutura esportiva, que sejam criadas regras. Que exista calendário, responsabilidade dos organizadores, proteção do patrimônio e obrigação de recuperação de eventuais danos.
O que Maringá não precisa é fechar portas.
A cidade precisa de representantes que entendam o turismo de eventos como ferramenta de desenvolvimento. Precisa pensar grande, atrair pessoas e movimentar sua economia.
O esporte merece respeito e espaço. A cultura também. O turismo também.
Uma coisa não precisa eliminar a outra.
Vereador, Maringá precisa avançar.
Não tente manter a cidade parada no tempo.