A Vigilância Sanitária Estadual e o Ministério Público determinaram a interdição imediata do setor de Raio X da UPA Rui Barbosa, em São José dos Pinhais, na manhã desta segunda-feira (09). A decisão foi comunicada após denúncias encaminhadas à fiscalização por servidores da própria unidade. As informações são da página DNA notícias.
De acordo com as constatações dos órgãos fiscalizadores, a interdição foi necessária devido à falta de instalação adequada do equipamento, situação que configura risco à segurança de profissionais de saúde e dos pacientes que utilizam o serviço. A medida visa proteger a população e assegurar que os atendimentos sigam as normas técnicas obrigatórias.
As investigações apontam que o equipamento de radiologia não possuía a blindagem adequada nas paredes, permitindo a fuga de radiação para áreas vizinhas, incluindo outros consultórios e a recepção. Essa falha técnica, além de violar as normas da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), expunha profissionais, pacientes e acompanhantes a riscos de contaminação por radiação ionizante.
Esta não é a primeira vez que a unidade enfrenta problemas. Em 2023, a UPA Rui Barbosa registrou superlotação crônica e falta de médicos, conforme noticiado por veículos locais. A interdição do Raio X, equipamento essencial para diagnósticos de fraturas e pneumonias, deve sobrecarregar ainda mais o Pronto-Socorro Central e outras UPAs da região.
O caso expõe, novamente, problemas crônicos na gestão da saúde pública municipal do governo Nina Singer e Delegado Michel, principalmente em unidades fundamentais como as UPAs, que têm a responsabilidade de estar totalmente operantes e seguras para o atendimento de urgência e emergência.
A interdição levanta questionamentos sobre a atuação dos órgãos de controle local:
O Conselho de Saúde local tem ciência disso? Qual a posição do presidente Tambolo? Quem, de fato, fiscaliza as condições das unidades de saúde no município?
A população demanda respostas, transparência e ações urgentes. A saúde pública não pode ser negligenciada e nem mal organizada.
O assunto será tratado na reunião ordinária mensal do Conselho de Saúde que será realizada nesta quarta-feira, 11 de fevereiro.

