A proibição da passagem de ônibus fretados e de turismo pela Ponte da Amizade, a partir do dia 19 de janeiro, provocou reação no setor de turismo de Foz do Iguaçu. Lideranças alegam que a notícia foi uma surpresa e tentam reverter a decisão. O tráfego de ônibus em fretamento eventual ou turístico deverá ocorrer, exclusivamente, pela Ponte da Integração, entre 19h e 7h.
A medida não se aplica em ônibus de linha. O secretário municipal de Turismo, Jin Petrycoski, informa que a decisão foi tomada sem consultar os setores afetados. Para ele, haverá prejuízos a agências e operadoras de turismo. As empresas fazem estimativas de preço com base em um fluxo, trajeto e período, e com a mudança, o planejamento feito se torna inválido.
O presidente do Conselho Municipal de Turismo, Diogo Marcel, relata que reuniões estavam ocorrendo para avaliar o impacto da decisão no setor. O conselho emitiu uma nota na qual manifestou indignação pela forma como decisões estratégicas sobre a operação das pontes internacionais vêm sendo conduzidas. Para o conselho, falta diálogo prévio com quem vive, opera e sustenta o turismo na fronteira.
A decisão pode causar prejuízos ao setor de turismo, pois o tempo gasto pelo turista no trânsito significa menos consumo nos atrativos. O próprio comércio de Ciudad del Este pode ser impactado, e os duty-frees de Foz podem, em um primeiro momento, beneficiar-se