O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece prazos rigorosos para garantir a integridade do cadastro eleitoral das Eleições Gerais de 2026. A regularização do título, incluindo procedimentos como quitação de multas, correção de informações e transferência de domicílio, deve ser concluída até 150 dias antes do pleito, previsto para outubro. Com o primeiro turno tradicionalmente no primeiro domingo de outubro, o prazo para ajustes encerra-se no início de maio de 2026.
Após o fechamento do cadastro, nenhuma alteração será permitida nos dados dos eleitores sem decisão judicial. Essa medida visa assegurar o processamento final das informações e a configuração das urnas eletrônicas para as eleições. Os casos previstos para revisão envolvem débitos não quitados, erros cadastrais ou títulos cancelados por ausência em três pleitos consecutivos.
A digitalização do sistema eleitoral permitiu melhorias como o recadastramento biométrico, obrigatório desde 2008 em diversas localidades, e a criação de ferramentas como o Título Net e o aplicativo e-Título. Esses avanços simplificaram procedimentos à distância, mas a exigência de coleta biométrica em cartórios eleitorais ainda mantém a necessidade de visitas presenciais em muitos casos.
O fechamento do cadastro sempre representou um marco na logística das eleições, e a adoção da urna eletrônica em 1996 reforçou a importância dos prazos. A identificação biométrica, implementada gradualmente, também trouxe novas exigências, resultando no cancelamento de milhões de títulos por ausência à revisão obrigatória.