O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (23) que não há possibilidade de um ataque nuclear contra o Irã. Em uma entrevista realizada no Salão Oval da Casa Branca, Trump foi questionado sobre a hipótese de utilização de armas nucleares e respondeu de forma categórica: "Não". Ele ainda criticou a indagação, considerando-a "estúpida" e questionando a razão pela qual alguém faria tal pergunta.
Trump enfatizou que não há necessidade de escalar o conflito a tal ponto, alegando que as forças armadas americanas já causaram danos consideráveis à infraestrutura militar do Irã. O presidente declarou que os Estados Unidos já conseguiram "dizimar" as capacidades do país sem recorrer a armamento nuclear.
As declarações de Trump se dão em um contexto de crescente tensão entre Washington e Teerã. O presidente também revelou que as forças dos EUA já atingiram 78% dos alvos definidos no conflito e ameaçou intensificar a ofensiva militar caso não houvesse um acordo. "Se eles não quiserem fazer um acordo, então eu finalizarei o ataque militarmente com os outros 25% dos alvos", afirmou.
Ele destacou que estruturas estratégicas do Irã, como as de produção de mísseis e drones, já foram desativadas, afirmando: "Desativamos tudo". Apesar da postura militar, o governo norte-americano continua a buscar uma solução diplomática. Trump reiterou que não está sob pressão para finalizar um acordo, indicando que o tempo está a favor dos Estados Unidos nas negociações com o Irã.
Até o momento, não há um cronograma estabelecido para o avanço das tratativas entre os dois países, que permanecem imersos em desconfiança mútua e ausência de propostas formais por parte do Irã.
No aspecto militar, os Estados Unidos mantêm o bloqueio naval no Estreito de Ormuz, uma área crucial para o comércio global de petróleo. O Comando Central norte-americano informou que 31 embarcações foram forçadas a retornar aos portos, aumentando a pressão econômica sobre o Irã. Além disso, a situação de segurança na região continua instável, com avaliações de inteligência sugerindo que operações de desminagem poderiam levar até seis meses após o fim do conflito.