Trio Gestora mira R$ 1 bilhão sob gestão nos próximos 12 meses

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A Trio amplia sua atuação no mercado com a Trio Gestora, agora registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para o exercício da atividade de administração de carteiras de valores mobiliários. A nova frente nasce com uma meta ambiciosa: alcançar R$ 1 bilhão sob gestão nos próximos 12 meses — objetivo que já larga na metade do caminho, com R$ 500 milhões atualmente em carteira. O foco será principalmente na criação e gestão de produtos de crédito e na consultoria de investimentos. A movimentação representa uma nova etapa na estratégia da Trio de construir uma infraestrutura financeira mais completa para empresas. Depois de consolidar sua atuação em pagamentos e tecnologia financeira, a Trio passa a contar com uma estrutura regulada capaz de criar e gerir seus próprios fundos e também atuar como gestora para fintechs e outras empresas que necessitam de veículos de investimento para estruturar e viabilizar operações de crédito.

A tese parte de uma constatação do próprio mercado: conforme as empresas crescem, pagamentos representam apenas uma parte de suas necessidades financeiras. Gestão de liquidez, acesso a crédito, estruturação de capital e investimentos passam a fazer parte da mesma equação. “Construímos uma infraestrutura muito forte em pagamentos, mas entendemos que a necessidade financeira de uma empresa não termina quando uma transação é processada. Conforme o negócio cresce, surgem demandas de crédito, investimentos, gestão de liquidez e estruturação financeira. A Trio Gestora nasce para ampliar nossa capacidade de atuar justamente nessas frentes”, afirma Peterson Santos, CEO e cofundador da Trio.

Uma das principais frentes da Trio Gestora será a estruturação de produtos de crédito. A proposta é utilizar a experiência acumulada pelo grupo no relacionamento com empresas e no mercado financeiro para desenvolver veículos adequados a diferentes necessidades de financiamento. Com a aprovação da CVM, a Trio poderá criar e gerir fundos próprios e também prestar serviços de gestão para fintechs que atuam com crédito e precisam de uma estrutura regulada para viabilizar suas operações.

“Existe um ecossistema enorme de fintechs desenvolvendo soluções de crédito e atendendo nichos muito específicos da economia. Muitas dessas empresas possuem tecnologia, originação e conhecimento profundo de seus clientes, mas precisam de uma estrutura de gestão para transformar essa capacidade em produtos financeiros. É um mercado no qual enxergamos uma oportunidade relevante de atuação”, explica Fabio Fabro, Diretor de Gestão, Distribuição e Suitability da Trio Gestão de Recursos.

Para Gabriel Timm, Gestor de Alocação da Trio Gestora de Recursos, a criação da gestora também fortalece a capacidade do grupo de desenvolver soluções alinhadas às necessidades específicas de empresas e parceiros. “A estruturação de produtos de crédito exige conhecimento técnico, governança e proximidade com a realidade de quem está na ponta. Nosso objetivo é combinar esses elementos para criar soluções mais eficientes, transparentes e adequadas aos diferentes perfis de operação”, afirma.

A entrada nesse segmento também permite aproximar duas pontas que tradicionalmente operam de maneira separada: empresas que demandam capital e investidores interessados em exposição a diferentes estratégias de crédito.

De processar recursos a apoiar sua alocação

Outra frente estratégica será a consultoria de investimentos. A proposta é atender empresas que, além de movimentarem grandes volumes financeiros, precisam definir estratégias para administrar os recursos disponíveis em caixa.

Segundo Timm, essa necessidade se torna particularmente relevante entre companhias com operações financeiras mais sofisticadas. “Não basta ter eficiência para receber e movimentar dinheiro. Empresas que possuem caixa relevante também precisam tomar boas decisões sobre esses recursos, considerando liquidez, risco, horizonte de utilização e estratégia. Quando começamos a olhar a jornada financeira de uma companhia de forma mais ampla, investimentos passam naturalmente a fazer parte dessa discussão”, afirma.

O gestor de alocação acrescenta que a consultoria deverá considerar as particularidades de cada empresa. “Não existe uma estratégia única de alocação que sirva para todos. É preciso entender o ciclo financeiro, os objetivos, as restrições e o nível de risco de cada companhia para construir uma recomendação coerente e sustentável”, diz.

A criação da gestora amplia, assim, o escopo de atuação da Trio, que nasceu com forte presença em tecnologia e infraestrutura de pagamentos, e vem construindo um ecossistema voltado às diferentes demandas financeiras das empresas.

Meta de R$ 1 bilhão em 12 meses

Para a primeira fase de operação, a Trio Gestora estabeleceu como objetivo alcançar R$ 1 bilhão em ativos sob gestão em um período de 12 meses. Atualmente, a gestora já possui R$ 500 milhões em carteira, garantindo metade da meta logo na largada e deixando o objetivo principal muito mais próximo. A estratégia deverá combinar a estruturação de produtos próprios com a gestão de veículos desenvolvidos para parceiros. A expectativa é aproveitar tanto a experiência dos executivos no mercado de crédito e investimentos quanto a proximidade da Trio com empresas que possuem necessidades financeiras que vão além dos serviços bancários tradicionais.

“R$ 1 bilhão sob gestão é uma meta relevante, mas ela traduz o tamanho da oportunidade que enxergamos, ainda mais visto que já largamos com R$ 500 milhões assegurados em carteira. Não estamos criando uma gestora como uma frente isolada. Ela passa a fazer parte de uma estrutura que já conhece profundamente operações empresariais e que pode conectar pagamentos, crédito e investimentos dentro de uma visão financeira mais ampla”, diz Santos.

Para Timm, o crescimento deverá ocorrer de forma consistente e acompanhada de disciplina operacional. “A marca de meio bilhão já assegurado prova nossa capacidade de execução, mas tão importante quanto acelerar rumo ao bilhão é construir uma operação sólida, com processos robustos, gestão de riscos e alinhamento permanente com os interesses dos investidores e dos parceiros”, afirma.

A estratégia também acompanha o movimento de especialização do mercado financeiro brasileiro, no qual fintechs e empresas de tecnologia vêm desenvolvendo soluções para segmentos e necessidades que nem sempre são atendidos por produtos financeiros padronizados. Para a Trio, a possibilidade de atuar diretamente na gestão de recursos acrescenta uma nova camada a esse ecossistema. A empresa passa de uma atuação concentrada na infraestrutura necessária para movimentar recursos para uma estrutura capaz também de participar da criação e gestão de soluções para financiar empresas e administrar capital.

“Nosso objetivo é que uma empresa não precise enxergar pagamentos, crédito e investimentos como universos desconectados. São partes da mesma estratégia financeira. A confiança refletida na captação desses primeiros R$ 500 milhões mostra que a Trio Gestora é um passo importante e validado pelo mercado para participarmos dessa jornada de maneira mais completa”, conclui Santos.

Sobre a Trio

Criada em 2020 por Peterson Ferreira dos Santos e Manoel de Oliveira Souza, empreendedores com forte experiência em tecnologia e mercado financeiro, a Trio é especializada em tecnologia para pagamentos, atua como uma Instituição de Pagamento regulada pelo Banco Central (IP 619) e como Gestora de Recursos com registro na CVM. O grande diferencial da Trio está em sua conta corporativa feita sob medida para times financeiros e concebida para entregar alta performance em operações financeiras de ponta a ponta, sem intermediários.  A Trio desenvolve soluções voltadas especialmente para o ambiente corporativo, com destaque para ferramentas de gestão financeira, integração por APIs, sistemas de conciliação facilitada e soluções baseadas em Pix. Para mais informações, acesse o site www.trio.com.br ou www.trioasset.com.br e o perfil oficial da Trio no Instagram: @trio.fin.