Na manhã desta sexta-feira (10), o Exército Brasileiro prendeu três dos sete militares que foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal no núcleo 4 de uma trama golpista. As prisões foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou a execução das penas após a negativa dos recursos apresentados pelas defesas dos acusados.
Os militares detidos são Ângelo Martins Denicoli, major da reserva, Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente, e Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel. Dois outros condenados do núcleo 4 permanecem foragidos: Reginaldo Vieira de Abreu, coronel, e Carlos César Moretzsohn Rocha, que é o presidente do Instituto Voto Legal.
O núcleo 4 é acusado de ter criado uma estrutura paralela à Agência Brasileira de Inteligência, utilizando seus recursos para monitorar opositores e gerar informações falsas a serem disseminadas por outros membros do grupo. A Procuradoria Geral da República imputou também aos investigados a realização de uma campanha de difamação e ataques virtuais contra altos comandantes do Exército e da Aeronáutica durante o ano de 2022, visando pressioná-los a se unirem a planos golpistas.
Além disso, os envolvidos são acusados de elaborar um relatório com dados falsos sobre alegadas falhas nas urnas eletrônicas. Esse material foi utilizado em uma ação do Partido Liberal, que questionava os resultados das eleições, e foi classificado pelo ministro Alexandre de Moraes como “uma das coisas mais bizarras” já apresentadas à Justiça Eleitoral.