Transações de R$ 25 milhões entre J&F e escritório de Ibaneis geram questionamentos

Operações financeiras entre a J&F e o escritório do governador Ibaneis Rocha totalizam R$ 25 milhões, levantando preocupações sobre sua legalidade e relações familiares.
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Transações financeiras envolvendo o escritório de advocacia do governador Ibaneis Rocha e a J&F, empresa controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, somaram R$ 25 milhões em operações consideradas incomuns, conforme registros do Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Apesar de se declarar afastado da sociedade desde 2018, Ibaneis mantém participação nos lucros do escritório, administrado atualmente por sua ex-mulher, enquanto seu filho também integra a sociedade.

Ibaneis não se manifestou ao ser procurado, e sua assessoria orientou que o contato fosse feito diretamente com o escritório. Os advogados do governador reiteraram seu afastamento desde 2018 e alegaram desconhecer detalhes das operações financeiras citadas. O escritório Ibaneis Advocacia e Consultoria informou que atua para a J&F em diversos processos judiciais, mas não detalhou os pagamentos de R$ 25 milhões.

A J&F Participações declarou que todos os pagamentos feitos são referentes a serviços devidamente comprovados, pagos com emissão de nota fiscal e recolhimento de tributos. A empresa afirmou que mantém auditorias independentes que certificam a governança e a retidão dos processos internos. O PicPay negou ligação entre os repasses ao escritório de Ibaneis e o programa do governo do Distrito Federal.

Dois meses após a parceria do PicPay com a Secretaria de Economia do DF, Caio Barros adquiriu um apartamento duplex de R$ 9,2 milhões em Brasília. A compra, realizada no mesmo período dos repasses da J&F ao escritório, envolveu a aquisição de um imóvel que pertencia a José Antônio Batista Costa. Caio afirmou que utilizou doações dos pais para compor a entrada e não usou recursos do escritório familiar para a aquisição.