Tragédia no Maracanã: feridos após derrota do Brasil para o Uruguai em 1950

Após a derrota do Brasil para o Uruguai na Copa do Mundo de 1950, mais de 140 torcedores ficaram feridos no Maracanã, gerando repercussão e tristeza entre os presentes e a população.
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No total, 141 nomes foram listados na reportagem, que frisou a assistência prestada pelo serviço do Maracanã a essas vítimas. Entre os nomes citados, destacam-se: José Baboloff, Raquel Baboloff, Dalila Tavares Pereira, Nilson Vieira, Eliza do Carmo Rangel, Martins Gomes da Silva, e Josefa de Carvalho, entre outros.

O Maracanã, que oficialmente recebeu 173 mil torcedores no dia 16 de julho, teve catracas arrombadas, resultando em uma estimativa que varia de 200 mil a 220 mil pessoas presentes no estádio. A derrota brasileira gerou um clima de desilusão em todo o país, refletido em ocorrências que foram registradas em diversas partes do Rio de Janeiro.

A tristeza foi tamanha que, segundo o "Correio da Manhã", afetou até mesmo aqueles que não eram fãs do futebol. Um exemplo trágico foi o marinheiro reformado João Soares da Silva, de 58 anos, que, mesmo sem conseguir ingresso para assistir ao jogo, acompanhou a partida pelo rádio. Após o apito final, Soares, tomado pela emoção, desmaiou e faleceu em decorrência de um colapso. O corpo foi encaminhado ao Necrotério do Instituto Médico Legal.

No quadrangular decisivo da Copa, a seleção brasileira, sob o comando do treinador Flávio Costa, teve um desempenho notável contra a Suécia e a Espanha, vencendo por 7 a 1 e 6 a 1, respectivamente. No entanto, não conseguiu obter o resultado desejado contra o Uruguai, o que impediu a conquista do primeiro título mundial para o Brasil. Para relembrar a partida, a transmissão da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, com as vozes de Jorge Curi e Antônio Cordeiro, está disponível no programa "Memória da Pan".