Suspeito do desaparecimento de Giovanna é preso após reanálise de provas

Martonio Alves Batista foi preso em Londrina, no Paraná, suspeito de homicídio contra a menina Giovanna dos Reis Costa, crime ocorrido em 2006. Nova investigação, aberta após relatos de abuso e reexame de evidências, levou à detenção após 20 anos.
Foto: Foto: Reprodução/Rede Massa
Foto: Foto: Reprodução/Rede Massa

Martonio Alves Batista, de 55 anos, foi preso nesta quinta-feira (19) em Londrina, no Paraná, depois de ficarem 20 anos arquivadas as investigações do desaparecimento de Giovanna dos Reis Costa em 2006. A detenção ocorreu na residência ao lado da pastelaria onde ele trabalhava.

O desarquivamento do caso foi solicitado pela Justiça após uma mulher denunciar à Polícia Civil que foi vítima de abusos entre 2007 e 2010, enquanto ainda morava com Batista como enteada. A delegada responsável destacou que o suspeito teria ameaçado a vítima, alegando que faria com ela o mesmo que fez com Giovanna caso ela revelasse o crime.

Com a reabertura, novos depoimentos foram cruzados com provas técnicas de 2006, incluindo laudos que identificaram semelhanças entre o fio elétrico amarrado ao corpo de Giovanna e outro encontrado no quintal da casa do suspeito. A esposa de Batista relatou que ele estava sozinho no dia do desaparecimento, e foram observadas manchas de urina no colchão do casal e na calcinha da vítima.

Batista foi localizado sem resistência, mas tentou descartar o celular, jogando o aparelho no telhado. A Polícia Civil agora tem até 10 dias para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Ministério Público, que poderá levar o caso a júri popular. Ele responde por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável.