STF suspende eleição para governador-tampão no Rio e agrava crise política no estado

O Supremo Tribunal Federal suspendeu a eleição indireta para governador do Rio, após ação do PSD. A decisão paralisa o processo até nova análise da Corte.
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A crise política no Rio de Janeiro se intensificou com a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu a eleição indireta para governador-tampão. A medida foi tomada em resposta a uma ação do Partido Social Democrático, que defende a realização de eleições diretas até dezembro deste ano.

Zanin argumentou que a escolha indireta, realizada por deputados estaduais, pode violar o princípio da soberania popular, previsto na Constituição. Ele classificou a renúncia do ex-governador Cláudio Castro como uma tentativa de contornar a Justiça Eleitoral, excluindo o eleitor do processo de escolha do novo governador.

A decisão contradiz um entendimento anterior do próprio STF, que havia validado o modelo indireto. O ministro solicitou que o plenário da Corte analise o tema para uma definição final. Até que isso ocorra, Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Estado, continua interinamente à frente do governo.

O cenário político no Rio se agrava com a renúncia de Castro e a vacância do cargo de vice-governador desde maio de 2025. O presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, está afastado por ordem do STF, complicando ainda mais a sucessão. O desembargador Ricardo Couto assumiu a governança interina, enquanto a situação continua instável com anulações de votações e disputas judiciais.