O Supremo Tribunal Federal (STF) está avaliando o formato da eleição para o mandato tampão no governo do Rio de Janeiro, em decorrência da renúncia de Cláudio Castro. A Corte decidirá se o novo governador será escolhido por voto direto ou de forma indireta, pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Atualmente, não há consenso entre os ministros sobre a melhor abordagem. Ministros como Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Flávio Dino manifestaram apoio à eleição direta, enquanto outra parte da Corte considera a eleição indireta mais viável devido ao calendário eleitoral de 2026.
A Procuradoria-Geral da República também defendeu a escolha direta. A decisão de Dias Toffoli e Luiz Fux pode ser crucial para a formação da maioria na votação. O ministro Zanin já havia suspendido a eleição indireta, levando o tema ao plenário e desconsiderando os votos apresentados anteriormente.
A polêmica surgiu após a renúncia de Castro, com o PSD argumentando que a saída foi para evitar uma eventual cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que poderia favorecer uma eleição indireta. Zanin justificou que, em casos de dupla vacância por motivo eleitoral, a eleição deve ser direta, enquanto em outras situações prevalece a escolha indireta.