O Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou a denúncia feita pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, contra Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo. A acusação é de coação em processo judicial, e com a aceitação, o caso se torna uma ação penal.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) identificou que ambos teriam articulado ações para interferir em procedimentos legais que beneficiavam o ex-presidente Jair Bolsonaro. As provas incluem declarações públicas em redes sociais e informações de celulares apreendidos sob autorização do STF.
Gonet declarou que as ações de Eduardo e Figueiredo tinham o objetivo de criar um clima de instabilidade e temor, sugerindo represálias estrangeiras. A PGR considerou as ameaças como consistentes e evidentes, indicando que tentaram subordinar interesses da República aos seus próprios interesses pessoais.
Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo reagiram à denúncia, chamando-a de "fajuta" e criticando o procurador-geral. Eles alegaram que a acusação servia a interesses de terceiros e desqualificaram o trabalho da PGR como uma tentativa de silenciar vozes contrárias.