A ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, provocou uma intensa discussão política ao criticar as escolas cívico-militares, um modelo que é apoiado pelo governador Tarcísio de Freitas e por diversos grupos da direita brasileira. Sua declaração ocorreu em um debate promovido pelo movimento Direitos Já!, realizado em São Paulo.
Durante o evento, Simone Tebet não hesitou em rotular o modelo das escolas cívico-militares como um "método fascista". Essa afirmação gerou repercussão imediata, especialmente entre os defensores dessa abordagem educacional, que veem a integração das forças armadas nas escolas como uma forma de promover disciplina e segurança.
A controvérsia em torno das escolas cívico-militares não é nova e se intensificou com a implementação dessas instituições em várias regiões do Brasil. A ex-ministra, ao levantar essa questão, sinalizou uma clara oposição a um modelo que, segundo ela, não atende aos princípios democráticos e dos direitos humanos.
A crítica de Tebet também reflete um cenário mais amplo de debates sobre educação no Brasil, onde diferentes visões sobre o papel das instituições militares na formação de jovens continuam a polarizar a sociedade. A oposição ao modelo cívico-militar se alinha com movimentos que buscam uma educação mais inclusiva e menos militarizada.
Essa declaração de Simone Tebet poderá ter desdobramentos políticos significativos, especialmente em um período em que as discussões sobre educação e direitos civis estão em alta. A ex-ministra se posiciona claramente em um debate que promete continuar a mobilizar opiniões divergentes em todo o país.