Em resposta a uma declaração polêmica de Paolo Zampolli, assessor especial do governo de Donald Trump, a Ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, Simone Tebet, utilizou suas redes sociais para se manifestar contra os comentários machistas feitos por Zampolli. Em uma entrevista ao canal italiano RAI, ele afirmou que as mulheres brasileiras são 'programadas' para causar confusão, uma afirmação que gerou indignação entre diversos setores da sociedade.
Simone Tebet destacou a importância e o valor das mulheres brasileiras, chamando-as de guerreiras que contribuem significativamente para o país. "As brasileiras são mulheres valorosas, guerreiras e que carregam o país nas costas com uma dignidade que o assessor desconhece", afirmou a ministra. Ela enfatizou que não poderia deixar de se manifestar diante de um ataque tão baixo e preconceituoso, lembrando sua longa trajetória na política e as diversas formas de preconceito que já enfrentou.
A declaração de Zampolli foi feita em resposta a perguntas sobre as acusações de agressão física, psicológica e sexual que foram feitas por Amanda Ungaro, ex-modelo brasileira e ex-parceira de Zampolli por cerca de 20 anos. Amanda revelou ter sido vítima de agressões, apresentando fotos de hematomas como evidência de sua versão dos fatos. Zampolli, por sua vez, nega as acusações e alega que Amanda tenta prejudicá-lo.
A repercussão das palavras de Zampolli, que generaliza e menospreza as mulheres brasileiras, levantou um debate sobre o papel da mulher na sociedade e a necessidade de combater discursos que perpetuam o machismo e a discriminação. A manifestação de Simone Tebet se junta a outras vozes que buscam defender a dignidade e o respeito às mulheres, especialmente em um contexto onde casos de violência e abuso ainda são alarmantemente comuns.
A ministra concluiu sua mensagem ressaltando a importância de não aceitar esse tipo de comportamento e que a luta por igualdade de gênero deve continuar. A declaração de Zampolli, além de ser um ataque a todas as mulheres brasileiras, também revela um problema mais amplo na forma como a sociedade lida com questões de gênero e respeito. O incidente destaca a urgência de promover uma cultura de respeito e igualdade, tanto no Brasil quanto no cenário internacional.