O secretário de Cultura de Ponta Grossa, Alberto Portugal, explicou os motivos que levaram ao adiamento da sessão pública sobre o tombamento de seis templos católicos da cidade. A reunião, marcada para a noite desta terça-feira (13) no Cine-Teatro Ópera, precisou ser remarcada para garantir a segurança dos presentes e permitir que toda a comunidade possa participar.
Segundo o secretário, em entrevista ao Portal Mareli Martins, a sessão já estava prevista dentro do calendário do evento “PG Memória”. Contudo, a necessidade de pareceres jurídicos sobre novos projetos de lei aprovados recentemente acabou alterando os prazos legais, fazendo com que o encontro caísse nesta data.
Sobre a escolha do local e a grande quantidade de fiéis que compareceram ao teatro, Portugal destacou que o Cine-Teatro Ópera é o espaço onde tradicionalmente são realizadas as sessões públicas do Conselho de Patrimonio Histórico.
“Nós prevíamos desde o início que haveria um grande público. Mas para garantir que toda a comunidade possa participar e acompanhar este momento tão importante, além da segurança de todos, tanto quem estava dentro quanto quem ficou do lado de fora, o conselho optou por remarcar a sessão em uma nova data que ainda será divulgada”, declarou.
O secretário afirmou ainda que a Prefeitura e o Conselho vão estudar na próxima reunião qual será a melhor alternativa e espaço adequado para receber a população na nova data.
A importância da preservação histórica
Questionado sobre a justificativa para o tombamento dos templos católicos, Alberto Portugal defendeu a relevância do patrimônio cultural na história do município.
“Uma cidade com seus 203 anos de idade merece ter suas comunidades culturais reconhecidas. A cultura constrói a nossa gente, nossos hábitos, nossa história e tradição, e as igrejas são uma parte muito importante disso”, ressaltou.
O gestor lembrou também que o tombamento de bens religiosos é uma prática comum no mundo todo, citando como exemplo o próprio Vaticano, que é tombado pela Unesco, e reafirmou que o direito de manifestação da comunidade católica e dos fiéis é legítimo.
RESUMO
Motivo do adiamento: O secretário Alberto Portugal explicou que a sessão foi suspensa e será remarcada para garantir a segurança dos presentes e assegurar um espaço adequado onde toda a comunidade possa participar.
Ajuste de prazos e local: A reunião estava prevista no evento “PG Memória” no Cine-Teatro Ópera — local tradicional do Conselho —, mas adequações em prazos jurídicos e a grande presença de fiéis motivaram a mudança.
Defesa do tombamento: Portugal ressaltou que a preservação das igrejas valoriza a história e a cultura dos 203 anos de Ponta Grossa, destacando que essa é uma prática comum no mundo todo e que a manifestação dos fiéis é legítima.
Fonte:A Rede PG