A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou o registro de 13 casos de sarampo em 2026, afetando predominantemente bebês de até 1 ano e adultos na faixa etária de 20 a 50 anos. Diante desse cenário, a SES-SP tem intensificado as recomendações de vacinação, especialmente a dose zero da vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias que residem em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
A dose zero é administrada seis meses antes da primeira dose da vacina, que normalmente é aplicada aos 12 meses de idade. Essa estratégia visa proporcionar proteção aos recém-nascidos durante o seu primeiro ano de vida. A SES-SP ressalta que a dose zero não substitui as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Após receber esta dose, as crianças devem seguir o cronograma vacinal habitual, que inclui a primeira dose aos 12 meses e a segunda, preferencialmente com a vacina tetraviral (sarampo, rubéola, caxumba e catapora), aos 15 meses.
Além disso, a secretaria alerta que crianças, adolescentes e adultos que não completaram o esquema vacinal devem procurar unidades de saúde para atualizar suas cadernetas de vacinação. A SES-SP enfatiza a importância da imunização como a principal forma de prevenção contra o sarampo, ressaltando que a doença pode afetar diversas faixas etárias e que manter a vacinação em dia é crucial para interromper a circulação do vírus.
Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), destacou a vacinação como a forma mais segura e eficaz para prevenir novos casos. Ela enfatizou que é essencial que pais e responsáveis verifiquem as cadernetas de vacinação das crianças, além de recomendar que adolescentes e adultos busquem as unidades de saúde sempre que necessário para atualizar suas vacinas.
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIn), Renato Kfoury, apontou que o Brasil havia eliminado o sarampo em 2016 e 2024, mas ressaltou que a possibilidade de casos esporádicos importados ou decorrentes de contaminações locais ainda existe, especialmente devido a surtos em países da América, como EUA, Canadá, México e Guatemala. Kfoury alertou para o risco de reintrodução da doença e reforçou a necessidade de manter altas coberturas vacinais, idealmente acima de 95%, com as duas doses.
A vigilância epidemiológica também é um fator crítico, garantindo que os casos suspeitos sejam rapidamente identificados e controlados por meio de vacinação de bloqueio, evitando que casos esporádicos levem a uma nova circulação sustentada do sarampo. A SES-SP continua a alertar sobre a importância da vacinação para prevenir a propagação da doença e proteger a saúde pública.