Romeu Zema critica ministros do STF e propõe mudanças na Corte

Durante entrevista ao Canal Livre, o ex-governador Romeu Zema afirmou que ministros do STF utilizam seus cargos para enriquecimento, propondo reformas drásticas na composição do tribunal.
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O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, fez duras críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que eles usam seus cargos para enriquecer. Em entrevista ao programa Canal Livre, exibida no último domingo, 3, o pré-candidato do Novo à Presidência descreveu a Corte como um "superior balcão de negócios", destacando que a confiança da população na instituição se deteriorou.

Zema argumentou que a permanência de certos integrantes do tribunal se tornou insustentável e que o processo de impeachment de magistrados deve ocorrer naturalmente. Para ele, os problemas graves cometidos no Judiciário são a verdadeira origem da crise institucional enfrentada pelo país.

O ex-governador apresentou uma proposta de Reforma no Judiciário, que inclui limitações rigorosas para a ocupação de cargos no STF. Ele sugeriu que o tempo de mandato dos ministros seja restrito a, no máximo, 15 anos e que os indicados para a Corte tenham idade mínima de 60 anos. Essa proposta altera significativamente o sistema atual, retirando do presidente da República o poder total de escolha.

Conforme a proposta de Zema, as indicações para o STF seriam feitas a partir de uma lista conjunta elaborada pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Ministério Público Federal. O político mencionou a Alemanha como um modelo mais eficaz em comparação ao sistema brasileiro. O próximo presidente, que será eleito em outubro, terá a responsabilidade de nomear três novos ministros para a Corte.

Em pesquisas recentes, Zema aparece empatado com Lula e Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno. Em Minas Gerais, sua aprovação popular é de 52%, segundo dados da Quaest. Apesar de suas críticas contundentes ao STF, o pré-candidato nega que isso possa prejudicar sua governabilidade em um eventual governo.

Zema reafirmou que não se orgulha da atual composição do tribunal e enfatizou a necessidade de uma "limpeza" na Corte para restaurar o respeito da população pelo Estado. Ele continua sua campanha pelo país, focando em pautas de austeridade e no combate à corrupção que permeia os Três Poderes.