Jogador comentou publicação sobre a disputa judicial e afirmou que perdeu o imóvel e o dinheiro investido na compra –
Uma “batalha judicial” envolvendo uma mansão comprada pelo jogador Richarlison, do Tottenham, voltou a repercutir nas redes sociais após o jogador afirmar que perdeu o dinheiro de um imóvel avaliado em cerca de R$ 10 milhões. O caso foi comentado pela advogada Ana Paula Zantut em vídeos publicados nas redes sociais e envolve o advogado Willer Tomaz, conhecido por ser próximo ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a advogada, uma decisão judicial proferida em 2025 reconheceu a posse do imóvel em favor de Willer. As informações são do Portal Banda B, parceiro do Portal aRede.
Disputa antiga voltou à tona após vídeos de advogada nas redes sociais
De acordo com Ana Paula Zantut, Richarlison e o antigo empresário Rodrigo Velasco adquiriram regularmente a propriedade da mansão diretamente do dono anterior. No entanto, a matrícula do imóvel continha um antigo registro de cessão de posse, datado do fim da década de 1960, que nunca teria sido cancelado. Anos depois, a empresa ligada a Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, conforme afirmação do portal Metrópoles, adquiriu esse título e ingressou com uma ação de reintegração, obtendo uma decisão favorável no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 2025.
Segundo a advogada, a disputa teve início porque propriedade e posse passaram a pertencer a pessoas diferentes. Ana Paula afirma ainda que o processo ganhou um novo capítulo quando uma das esposas de um dos sócios da empresa M Locadora, antiga detentora da posse, alegou ter sido induzida a erro ao assinar o contrato que transferiu os direitos possessórios.
De acordo com Zantut, a discussão deixou de envolver apenas a posse e passou a questionar a validade desse contrato. Caso a Justiça reconhecesse fraude, coação ou outra irregularidade, a cessão poderia ser anulada, o que não aconteceu.
Richarlison comentou no vídeo da advogada e marcou Flávio Bolsonaro no Instagram
Após a repercussão do primeiro vídeo, Richarlison compartilhou a publicação em seu perfil no Instagram, marcou o senador Flávio Bolsonaro e comentou a respeito do valor que gastou com a propriedade.
“Realmente gastei em torno de 10 milhões lá e simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana!!!!”, disse o jogador brasileiro.
Advogada grava segundo vídeo e diz que Richarlison pode não receber o valor investido na mansão
Em um segundo vídeo, porém, Ana Paula Zantut esclareceu que a história narrada dizia respeito aos acontecimentos iniciados em 2022 e que o primeiro conteúdo poderia ter dado a entender, de forma equivocada, que a disputa ainda estava em andamento.
Segundo ela, uma decisão judicial de maio de 2025 reconheceu a posse do imóvel em favor de Willer Tomaz. A advogada afirmou ainda que, conforme as informações disponíveis em consultas públicas, não localizou outro processo relacionado ao caso e, por isso, entende que Richarlison pode não recuperar o imóvel nem o valor investido na compra da mansão.
Advogada se retrata e apaga os vídeos
Após as publicações, a advogada Ana Paula Zantut se retratou sobre o caso e apagou os vídeos publicados anteriormente. Veja a nota abaixo!
“Em atenção às relevantes repercussões decorrentes de vídeo recentemente publicado em minhas redes sociais, contendo comentários acerca de suposta disputa judicial envolvendo imóvel localizado na Ilha Comprida/RJ, identificado como “mansão de Richarlison”, entendo ser meu dever, como advogada, prestar os seguintes esclarecimentos sobre a questão.
Inicialmente, destaco que os comentários foram realizados a partir de notícias antigas e desatualizadas sobre o caso. Após exame mais aprofundado e ciente de que existe documentação processual muito além do quanto antes veiculado pela mídia, verifiquei que a comunicação inicialmente realizada continha imprecisões relevantes sobre aspectos fáticos e jurídicos essenciais do caso, inclusive em relação às partes envolvidas, ao desenvolvimento dos acontecimentos, aos direitos envolvidos e à natureza jurídica das controvérsias, circunstâncias que recomendam imediata correção e retificação.
Por essa razão, esclareço, desde logo, que os vídeos foram apagados e ficam integralmente sem efeito, devendo ser desconsideradas todas as afirmações, interpretações, conclusões ou explicações constantes da publicação anteriormente divulgada, as quais não mais refletem minha compreensão atual dos fatos, que será melhor aprofundada e apresentada em novos conteúdos detalhados e fundamentados, que já estou preparando.
Reconheço que a forma sintética empregada na comunicação originária, aliada à complexidade da controvérsia e à existência de elementos processuais não então considerados, acabou por transmitir ao público informações insuficientemente contextualizadas e, em pontos relevantes, incompatíveis com o efetivo estado jurídico da questão.
Em respeito ao compromisso ético que orienta o exercício da advocacia e à responsabilidade inerente à divulgação de conteúdo jurídico em redes sociais, entendo ser imprescindível promover esta retratação pública imediata, a fim de evitar a continuidade da circulação de informações potencialmente equivocadas.
Estou preparando manifestação mais completa, em formato de vídeo, na qual apresentarei esclarecimentos técnicos detalhados acerca dos fatos, do histórico processual e dos equívocos verificados na comunicação anteriormente divulgada, permitindo ao público compreender o caso de forma mais precisa e contextualizada.”
Fonte:A Rede PG