O banqueiro Augusto Lima se reuniu ao menos oito vezes com membros do board do Banco Central ao longo de 2025. Das reuniões, apenas uma foi registrada como diretor-presidente do Banco Pleno, enquanto as demais ocorreram com Lima na posição de CEO do Banco Master. As informações contradizem a defesa de Lima, que alegou um desligamento definitivo de suas funções executivas em maio de 2024.
Na Quarta-feira de Cinzas, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, que foi comandado por Lima. O BC havia aprovado em agosto do ano passado a transferência do controle do Banco Voiter para o banqueiro, que posteriormente mudou o nome da instituição. Duas das reuniões ocorreram antes da oficialização dessa transferência, com Lima e o presidente do Master, Daniel Vorcaro, se encontrando com diretores do BC.
Após a transação, Lima atuou como CEO do Master em uma videoconferência com o Banco Central, que rejeitou a compra do banco pelo Banco de Brasília. A relação de Lima com o Master começou em 2019, quando o banco incorporou a Credcesta, e ele teria deixado a sociedade em 2024. Além da reunião como diretor-presidente do Pleno, Lima participou de encontros com o Banco Central em abril, maio, julho e novamente em setembro de 2025.
A primeira e única reunião de Lima como diretor-presidente do Banco Pleno ocorreu em 11 de setembro, um mês após a aprovação da transferência de controle. O encontro foi realizado por videoconferência com diretores do BC. A reportagem se baseou apenas em encontros listados na agenda oficial das autoridades.