Retrofit preserva obra de Jaime Lerner em quase um século da Escola Salomão Guelmann

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O escritório SUM Arquitetura modernizou a estrutura mantendo os principais elementos arquitetônicos do projeto original

A Escola Israelita Salomão Guelmann vai comemorar no próximo ano, um século de existência. Depois de passar por três endereços, os arquitetos Jaime Lerner e Léo Grossman, projetaram a Escola Israelita Brasileira Salomão Guelmann em 1972, na rua Coronel Augustinho Macedo, no Centro Cívico. Depois de 54 anos surgiu a necessidade de se fazer um retrofit para receber novos alunos e dar espaço para novas ferramentas pedagógicas.

Para dar o novo formato e trazer adequações para nova pedagogia foi escolhido, pela direção da escola, o escritório SUM Arquitetura. “Trabalhar em retrofit de um projeto do Jaime Lerner é um privilégio e um desafio. Nossa tarefa era de modernizar a estrutura mantendo os principais elementos arquitetônicos intactos. Tivemos várias conversas com antigos alunos e com Ilana Lerner. Foi muito importante entender e escutar da sua filha quais as partes do edifício que o seu pai mais gostava”, conta Roberta Pfeiffer Jiraschek, sócia do escritório.

O escritório é especialista em projetos arquitetônicos educacionais onde a arquitetura se torna uma ferramenta para motivar e facilitar o aprendizado.

O passo inicial foi fazer desenvolver o Masterplan, ferramenta que fornece o diagnóstico do projeto. Na arquitetura, o Masterplan ou Plano Diretor, costuma ser usado para grandes empreendimentos, mas é esta ferramenta, usada pelas arquitetas, que permitiu dar uma nova configuração à escola. “O Masterplan surge quando a escola reconhece uma destas necessidades: organizar a infraestrutura existente, ampliá-la ou modernizá-la. Seja por razões pedagógicas, seja pela simples atualização das instalações. Os clientes começam a entender a importância dessa ferramenta que orienta o desenvolvimento dos projetos arquitetônicos”, detalha Daniela Niederauer, sócia do escritório.

Depois de ouvir as necessidades da comunidade escolar, as arquitetas desenvolveram um projeto que modernizou a escola, preservando a identidade arquitetônica e modernizando as instalações que dão suporte a projetos educativos inovadores e às oportunidades de aprendizado.

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Fonte:Paraná Jornal