O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou a nomeação da juíza Renata Gil Alcântara para a liderança da nova Diretoria de Assuntos Internacionais. A decisão foi oficializada na quarta-feira, 27, por Kassio Nunes Marques, presidente da Corte. Renata Gil, que já atuou como conselheira no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é namorada do ministro Dias Toffoli, que também é membro do STF e do TSE.
Antes de sua nova função, a magistrada ocupava o cargo de assessora do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto, que atualmente exerce a função de governador interino do estado. Em suas redes sociais, Renata expressou sua honra e responsabilidade ao receber o convite de Nunes Marques, ressaltando a importância da Justiça Eleitoral como um instrumento de soft power do Brasil nas democracias globais.
A criação da Diretoria de Assuntos Internacionais foi formalizada na terça-feira, 26, com a extinção da Assessoria de Assuntos Internacionais da Secretaria-Geral da Presidência. Renata Gil terá a responsabilidade de representar o TSE em missões internacionais, participar de fóruns e organismos globais, além de promover o sistema eletrônico de votação do Brasil e acompanhar observadores durante as eleições.
Renata Gil ingressou na magistratura em 1998 e foi indicada ao CNJ pelo STF, onde atuou até 2025, exercendo funções relevantes, como ouvidora nacional da mulher e supervisora da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres no Poder Judiciário. Ela também presidiu o Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário.
Em 2019, a juíza fez história ao se tornar a primeira mulher a presidir a Associação dos Magistrados Brasileiros. Além de sua trajetória na magistratura, Renata fundou o Instituto Nós por Elas, uma ONG dedicada a combater a violência e a desigualdade de gênero, promovendo ações sociais e educativas.
A nomeação de Renata Gil para a nova diretoria do TSE marca um passo significativo na promoção da participação feminina em posições de liderança no Poder Judiciário, alinhando-se à sua trajetória de defesa dos direitos das mulheres e da justiça social.