Renan Santos apresenta-se como candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, apesar de nunca ter ocupado um cargo eletivo. Ele é o Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), uma das organizações que ganhou destaque nacional durante os protestos contra o governo Dilma Rousseff. Com mais de uma década de atuação política na retaguarda, ele agora lidera o partido Missão, com a ambição de chegar ao Palácio do Planalto.
Nascido em São Paulo no dia 14 de fevereiro de 1984, Renan Antônio Ferreira dos Santos cresceu no bairro da Mooca, na zona leste da capital. Embora tenha iniciado o curso de Direito na Universidade de São Paulo (USP), não concluiu a graduação, optando por trabalhar com seu pai em atividades empresariais. Foi nesse período universitário que ele começou a se envolver mais ativamente em política.
A notoriedade de Renan veio na década seguinte, durante as manifestações que se iniciaram em 2013 e no contexto da crise política que marcou o segundo mandato de Dilma Rousseff. Ele foi um dos fundadores do MBL, em 2014, ao lado de Kim Kataguiri, e tornou-se um dos principais estrategistas da organização, que cresceu rapidamente por meio das redes sociais e da mobilização nas ruas.
O MBL teve um papel crucial na organização das manifestações que pediam o impeachment de Dilma Rousseff, especialmente entre 2015 e 2016. O movimento também se posicionou de forma favorável à Operação Lava Jato e, após a saída da ex-presidente, passou a apoiar as reformas econômicas implementadas durante o governo de Michel Temer. Enquanto outros membros do movimento, como Kim Kataguiri e Fernando Holiday, se lançaram em disputas eleitorais, Renan manteve-se focado na estrutura de comando e na formulação política do MBL.
Essa escolha lhe conferiu uma influência significativa, exercida majoritariamente fora dos cargos públicos. Agora, como candidato, Renan defende um ajuste fiscal rigoroso e a reorganização da estrutura estatal. Para fortalecer sua campanha, ele tem buscado apoio de empresários e especialistas da área econômica, recebendo em agosto o respaldo de José Olympio Pereira, ex-presidente do Banco J. Safra e ex-CEO do Credit Suisse no Brasil.
A estratégia de campanha de Renan Santos também se apoia na mobilização digital que o MBL construiu ao longo dos anos. Ele utiliza cortes de vídeos e confrontos com adversários, além de uma linguagem voltada para as redes sociais, visando aumentar sua visibilidade em uma disputa onde começa em desvantagem nas pesquisas.