Relatoria de Mendonça no caso Master gera tensão no Supremo e preocupa investigados

A nomeação do ministro André Mendonça para conduzir o caso Master no Supremo acende alertas entre integrantes da Corte e pessoas envolvidas na investigação, que temiam medidas rigorosas e possíveis delações premiadas.

O ministro André Mendonça assumiu como relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, causando tensão entre os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A relatoria é vista como desafiadora, especialmente devido ao histórico de Mendonça em conduzir investigações com rigor extremo, como no inquérito sobre fraudes no INSS, onde ele manteve presos lobistas e familiares por longos períodos.

No caso do INSS, Mendonça buscou obter uma delação premiada de um dos principais investigados, estratégia que agora preocupa advogados e pessoas citadas no caso Master. Entre os investigados, há especulações sobre a possibilidade de ele também pressionar pelo depoimento de Vorcaro, nos moldes do que ocorreu no inquérito do INSS, além de novas medidas restritivas ao banqueiro, como retorno à prisão.

Perícias em mensagens extraídas de aparelhos apreendidos pela Polícia Federal indicaram relação entre Toffoli, Alexandre de Moraes e familiares dos dois com o banqueiro. A expectativa é que Mendonça não deixe de examinar esses contatos, que agora ganham maior relevância no caso.

A escolha de Mendonça reforça tensões internas no STF, com episódios recentes de críticas entre ministros, como a polêmica sobre ativismo judicial durante um evento em agosto de 2025, e o confronto implícito no ano seguinte, envolvendo Toffoli e Mendonça em uma sessão com acusações de covardia.