Os gastos de brasileiros em viagens internacionais alcançaram um valor recorde no primeiro semestre de 2026, totalizando R$ 22,8 bilhões. Este montante representa um aumento significativo de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando os gastos somaram R$ 16,7 bilhões. A queda no valor do dólar, que se estabilizou em torno de R$ 4,90, foi um fator determinante para essa elevação nos gastos.
O Banco Central do Brasil divulgou que, somente em junho de 2026, os brasileiros desembolsaram R$ 4,4 bilhões no exterior, o que representa um crescimento de 20% em relação ao mês anterior. Esse aumento é atribuído, em parte, ao aumento da confiança do consumidor e à recuperação econômica do país.
Além disso, os destinos preferidos dos brasileiros continuam a ser os Estados Unidos, Portugal e Argentina. Os viajantes têm buscado não apenas turismo, mas também oportunidades de compras e negócios, o que reflete uma diversificação nos motivos das viagens ao exterior.
A valorização do real frente ao dólar também contribui para o aumento dos gastos, permitindo que os brasileiros aproveitem melhor suas viagens. Essa tendência de crescimento nos gastos com viagens internacionais deve continuar, especialmente com a previsão de novos voos e promoções de agências de turismo.
Em meio a esse cenário, especialistas alertam sobre a importância de planejar as viagens com antecedência e considerar o impacto das taxas de câmbio na hora de fazer compras no exterior. O aumento da demanda por viagens internacionais pode também influenciar o mercado interno, com possíveis reflexos na inflação e na balança comercial do Brasil.