Queda nos preços do etanol em São Paulo: anidro abaixo de R$ 3 pela primeira vez desde agosto

Os preços dos etanóis hidratado e anidro em São Paulo sofreram uma expressiva queda, com o anidro sendo negociado abaixo de R$ 3 pela primeira vez desde agosto. Essa redução é atribuída ao aumento da oferta e à expectativa de novos cortes.
Foto: Band
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Os motoristas em São Paulo podem ter boas notícias em relação aos combustíveis. Recentemente, dados do Cepea indicaram uma queda significativa nos preços do etanol hidratado e anidro no mercado físico do estado. O etanol hidratado viu uma redução de 7,01%, fechando a R$ 2,5920 por litro, enquanto o etanol anidro, que é utilizado como aditivo na gasolina, registrou uma baixa ainda maior, de 7,43%, voltando a ser comercializado por menos de R$ 3 pela primeira vez desde o ano passado.

Essa diminuição nos preços é resultado da estratégia mais agressiva das usinas, que estão aumentando a oferta de etanol devido ao início das operações de novas unidades produtivas da safra 2026/27. Em contrapartida, as distribuidoras têm adotado uma postura cautelosa, adiando as compras na expectativa de que os preços continuem a cair nos próximos dias. Essa situação provocou uma leve melhora no ritmo de negócios, embora os volumes ainda permaneçam pequenos e fragmentados.

Além do início da colheita da cana-de-açúcar, a oferta crescente de etanol de milho também gera apreensão entre os agentes do mercado, pressionando ainda mais os preços para baixo. O setor se encontra em um cenário de incertezas, monitorando não apenas a produção nacional, mas também as cotações internacionais do açúcar, que impactam diretamente as decisões das usinas sobre a quantidade de combustível ou alimentos a serem produzidos.

Com a colheita avançando e a intensificação da concorrência entre os produtores, há uma expectativa de que essa pressão nos preços se mantenha. Para os consumidores, a expectativa é que essa redução nos preços praticados pelas usinas seja refletida nas bombas de combustíveis. Especialistas do setor sugerem que a safra 2026/27 será marcada por uma disputada no mercado, especialmente com o aumento da produção de etanol a partir do milho.