Quatro policiais militares viram réus por roubo a caminhoneiro na BR-376

resolucao-fotos-site-20006681120202608241110.jpg

Justiça Militar manteve o afastamento dos acusados. –

A Vara da Auditoria da Justiça Militar Criminal de Curitiba recebeu a denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR) contra quatro policiais militares investigados na Operação Rapina. Os agentes viraram réus por suspeita de praticarem roubo qualificado contra um motorista de caminhão-cegonha durante o horário de serviço. A ação penal foi formulada pelo Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e aceita pela Justiça na última quinta-feira (20).

De acordo com as investigações, o crime aconteceu no dia 26 de setembro de 2025, no pátio de um posto de combustíveis às margens da rodovia BR-376. Os policiais, que compunham a guarnição de uma viatura, abordaram a vítima com uso ostensivo de arma de fogo e grave ameaça. O caminhoneiro foi obrigado a dirigir o veículo de carga até um local ermo, onde teve sua liberdade restringida, momento em que os agentes subtraíram aparelhos celulares para proveito próprio, sem registrar qualquer apreensão formal que justificasse a ação.

Com o recebimento da denúncia pelo crime previsto no Código Penal Militar, a Justiça manteve as medidas cautelares impostas aos réus desde fevereiro de 2026. Eles seguem afastados das atividades operacionais, proibidos de usar fardamento e armamento, e sem acesso aos sistemas de investigação, além de não poderem deixar a comarca sem autorização. O MPPR também solicitou uma indenização mínima de R$ 50 mil por danos morais à vítima e o compartilhamento do processo com a Corregedoria da Polícia Militar para a devida apuração administrativa.

Resumo

Quatro policiais militares do Paraná viraram réus na Justiça Militar, acusados de roubo qualificado contra um motorista de caminhão-cegonha na rodovia BR-376. A denúncia, oferecida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MPPR), foi recebida na última quinta-feira (20) e é um desdobramento da Operação Rapina, que investiga crimes cometidos pelos agentes durante o horário de serviço.

Segundo as investigações, o caso ocorreu em setembro de 2025 no pátio de um posto de combustíveis. Os policiais, que compunham a guarnição de uma viatura, abordaram o caminhoneiro com uso de arma de fogo e o obrigaram a dirigir até um local deserto. Sob grave ameaça e com a liberdade restringida, a vítima teve aparelhos celulares subtraídos pela equipe, que não realizou qualquer registro oficial ou boletim de ocorrência que desse legalidade à ação.

Com o andamento do processo criminal, a Justiça determinou a manutenção das medidas cautelares impostas aos réus, que seguem afastados das ruas, sem acesso a sistemas de investigação e proibidos de utilizar fardamento e armamento. Além da punição na esfera penal, o MPPR solicitou que os policiais paguem uma indenização mínima de R$ 50 mil por danos morais à vítima e pediu que a Corregedoria da corporação também apure a conduta administrativamente.



Fonte:A Rede PG