Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) participaram de debate no domingo (18) –
As pesquisas da Quaest, previstas para quarta-feira (21), e do Datafolha, esperadas para quinta-feira (22), serão os primeiros levantamentos de grande repercussão com potencial para captar parte dos efeitos do debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado no domingo (18). A interpretação dos resultados exigirá atenção às datas de coleta, às metodologias e às margens de erro, já que nem todas as entrevistas terão sido feitas após o confronto.
Os levantamentos divulgados até terça-feira (20) apontam uma disputa acirrada, com Flávio numericamente à frente em várias sondagens. A pesquisa RealTime Big Data registrou 52% para Flávio e 48% para Lula nos votos válidos.
O resultado corresponde a um instituto e a um período de coleta específicos. Por isso, não deve ser tratado como previsão definitiva nem comparado diretamente com pesquisas de outras metodologias sem as devidas ressalvas.
Datas de campo influenciam a análise
Uma pesquisa divulgada após um debate não mede necessariamente o impacto do confronto entre os candidatos. Para avaliar possíveis efeitos, é importante verificar quando a coleta começou e terminou e quantas entrevistas foram realizadas antes e depois do programa. Também é necessário considerar se os levantamentos contemplaram regiões e perfis de eleitores em condições comparáveis.
Outro ponto importante é a diferença entre votos totais e votos válidos. Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos, conforme o cálculo adotado pelo instituto. Já os votos totais apresentam a distribuição das respostas entre todos os entrevistados. Comparar essas bases como se fossem equivalentes pode levar a conclusões equivocadas. Com informações do Blog do Esmael.
Como comparar os institutos
Na análise dos resultados, é importante conferir o tamanho da amostra, o método de entrevista, o nível de confiança, a margem de erro, as datas de campo e o registro na Justiça Eleitoral.
Diferenças de poucos pontos percentuais podem estar dentro da margem de erro e, portanto, não representar uma liderança estatisticamente conclusiva.
Além da intenção de voto, índices de rejeição, indecisão e recortes regionais ajudam a compreender o cenário eleitoral. No segundo turno, entretanto, a rejeição não substitui a pergunta central sobre em quem o eleitor pretende votar.
Variações entre levantamentos também podem decorrer de diferenças metodológicas, e não necessariamente de mudanças reais na preferência dos eleitores.
Pesquisas na reta final
Com a votação marcada para domingo (25), os levantamentos previstos para esta semana serão acompanhados como indicadores de curto prazo. Ainda assim, cada pesquisa representa um retrato do período em que as entrevistas foram realizadas, e não uma antecipação do resultado das urnas.
RESUMO
Novas pesquisas: Quaest e Datafolha devem divulgar levantamentos na quarta (21) e quinta-feira (22), respectivamente.
Disputa acirrada: Pesquisa RealTime Big Data apontou Flávio Bolsonaro com 52% e Lula com 48% dos votos válidos.
Análise dos números: Datas das entrevistas, margens de erro e metodologias são essenciais para avaliar possíveis efeitos do debate.
Fonte:A Rede PG