O líder do Governo na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (PT-SC), afirmou que a recusa do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) é uma manobra do 'Centrão' para barrar investigações sobre o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e reduzir a pena de condenados por atos do 8 de janeiro.
'Cada dia que passa, vai se explicitando mais o acordão construído no Congresso para rejeitar Messias, porque não queriam investigação, mais um aliado de André Mendonça no Supremo Tribunal Federal, em troca da redução da pena dos golpistas que tentaram destruir a democracia', declarou.
Além disso, Uczai acusa o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasi-AP), e o senador pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), de participarem de articulações políticas com o objetivo de enfraquecer a CPMI do 8 de janeiro.
'Ciro Nogueira, que ria na véspera do resultado de Jorge Messias junto com Davi Alcolumbre, se reuniam junto com Flávio Bolsonaro para efetivamente neutralizar a CPMI [do 8 de Janeiro], diminuir a força de um ministro aliado das investigações, ilibado, honesto, decente e, ao mesmo tempo, flertar com aventuras golpistas no futuro', disse.
Messias teve a nomeação como ministro do STF rejeitada pelo Senado no dia 29 de abril, pelo placar de 42 votos contrários a 34 favoráveis. O veto a um indicado presidencial ao STF não acontecia há 132 anos. A derrota do governo apenas acentua a crise institucional entre o Legislativo e o governo Lula, que vem se arrastando há meses.
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