O PT enviará um novo relatório à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal sobre as fraudes do INSS. O movimento ocorre após a rejeição do texto final da CPMI do INSS, que continha mais de quatro mil páginas e 216 pedidos de indiciamentos.
O relatório foi apresentado pelo deputado federal Paulo Pimenta, que destacou a proposta de indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro como "chefe do esquema" de descontos indevidos. O parlamentar afirmou que o dossiê reflete o "pensamento majoritário" de 2/3 do colegiado.
O documento da base governista, que possui cerca de 1800 páginas, pede o indiciamento de mais de 130 pessoas, incluindo Jair Bolsonaro e seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. Apesar de não ter sido votado, o relatório será encaminhado às autoridades.
A CPMI que investigou as fraudes no INSS rejeitou o relatório final apresentado pelo relator Alfredo Gaspar, que previa o indiciamento de 216 pessoas. Para barrar o relatório, o governo mobilizou aliados, incluindo o senador Jaques Wagner e o ministro da Agricultura Carlos Fávaro, que foi exonerado para participar da votação.