Uma professora de 51 anos, que leciona há quase 30 anos, afirma ter pagado R$ 464 mil a uma construtora para construir a casa onde pretendia morar com os dois filhos, na Grande Curitiba. O valor corresponde a 96% do total previsto no contrato, mas a obra, iniciada em 2024, deveria ter sido entregue no ano passado e até agora não foi concluída.
Segundo a professora, nenhum trabalhador aparece no local há cerca de três meses. Enquanto aguarda a finalização do imóvel, ela continua vivendo com os filhos em uma casa de madeira nos fundos do terreno, que descreve como precária, com goteiras e madeira deteriorada. A mulher relata ainda que a situação piorou com o tempo: há infiltrações, acúmulo de umidade e partes do teto com risco de queda.
Para custear a construção, ela afirma que usou economias de uma vida de trabalho, complementadas por empréstimos e um consórcio. Também vendeu o carro para pagar a parte da garagem, que permanece inacabada. Em desabafo, disse que honrou sua parte no compromisso e que a construtora não cumpriu a dela.
O caso também envolve um trabalhador que afirma ter prestado serviços de reboco no imóvel por três dias sem receber o combinado. Segundo ele, o valor de R$ 3 mil referente ao serviço não foi pago até agora. A professora relata que tentou resolver o problema com o responsável pela construtora, mas conta que o homem teria sido grosseiro no último encontro. Ela diz que a situação tem afetado sua saúde e que já precisou procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) após passar mal durante o expediente.
O proprietário da construtora já recebeu uma notificação extrajudicial sobre a obra não concluída, mas, de acordo com a professora, a construção segue parada. Ela aguarda uma solução para deixar a casa de madeira e ocupar o imóvel inacabado. A reportagem procurou a construtora para pedir um posicionamento e aguarda retorno.